O Tribunal de Beja começou esta semana o julgamento de quatro arguidos, com idades entre os 31 e os 59 anos, acusados de tráfico de haxixe a consumidores de Ferreira do Alentejo.
Entre os suspeitos estão uma operacional dos Bombeiros Voluntários da vila e dois funcionários da Câmara Municipal, segundo avançou o Correio da Manhã.
De acordo com a acusação do Ministério Público, os arguidos vendiam doses de haxixe entre três a quatro vezes por semana, ao preço de 10 euros cada.
Durante a primeira sessão do julgamento, três dos quatro arguidos confessaram os factos perante o coletivo de juízes, rejeitando, no entanto, a existência de uma rede organizada de tráfico. Já a operacional dos Bombeiros Voluntários optou por exercer o direito ao silêncio.
Bombeira e companheiro acusados de usar Via Verde dos bombeiros
Segundo o Correio da Manhã, a bombeira mantinha uma relação com um dos funcionários da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo. Ambos estão acusados de terem utilizado, de forma indevida, dois dispositivos Via Verde pertencentes à corporação de bombeiros para evitarem a deteção pelas autoridades.
Por esse motivo, os dois respondem pelo crime de peculato de uso.
O funcionário da autarquia enfrenta ainda acusações por detenção de arma proibida e por alegada utilização indevida de uma viatura municipal.
GNR desmantelou grupo em operação realizada em 2025
A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal de Aljustrel da GNR. A operação culminou, em fevereiro do ano passado, com a interceção dos suspeitos em Figueira dos Cavaleiros, quando regressavam de Lisboa.
Segundo a acusação, os militares encontraram os estupefacientes na posse dos arguidos, que viajavam acompanhados por duas crianças, com um e quatro anos de idade.
Outro dos arguidos, técnico superior da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, viria a ser detido cerca de nove meses depois da operação inicial, tendo ficado em prisão preventiva.
















