Filipe Gaivão é um ciclista amador de 62 anos e que pedala por causas humanitárias desde 2014, quando começou numa “corrida” contra o cancro.
Este ano, voltou a agarrar na bicicleta e nos companheiros de viagem José Carlos Marques e Pedro Fiadeiro, mas desta vez para alertar para uma doença mais desconhecida, a Espondilite Anquilosante.
Vai fazer cerca de 2 100km, entre Genebra (sede da Organização Mundial de Saúde) e Lisboa (Parque das Nações), e esta sexta-feira saiu de Badajoz rumo a Évora.
Pelo caminho, foi “apanhado” pelos nossos microfones, onde nos confirmou que espera chegar à capital portuguesa com um «sorriso», mesmo que já «comece a custar», «mas quando virmos a cara das pessoas com certeza que compensa».
O ciclista esclareceu que pretende «dar a conhecer a associação que trata os doentes e o nome da doença» para que consiga «chegar às entidades oficiais, para que possam ajudar a levar um bocadinho de bem-estar a todos os utentes».
«As pessoas normalmente não conhecem, mas que afeta muita gente. Às vezes é uma coisa que, não tendo um tratamento claro, mas pode ter uma prevenção bastante grande. Espero conseguir ter uma melhoria das condições dos doentes e, acima de tudo, alertar para a prevenção desta doença», acrescentou.
Uma “pedalada” que não tem sido fácil, pela meteorologia, mas ainda assim «boa», está a tornar-se «gratificante por poder ver e falar com as pessoas ao longo do caminho».
Pessoas essas que têm ajudado a «atingir alguns dos objetivos» em termos de apoios.
«Temos tido muitos apoios institucionais e empresariais. São apoios simbólicos, mas que depois representam muito», destacou Filipe Gaivão.
Neste sentido, revelou que, logo no começo, o representante de Portugal na Suíça os acompanhou até à fronteira com França e que, em Madrid, o embaixador português pedalou 140km com o grupo.
«As pessoas olham sempre mais para isto. A bicicleta é um meio que chama a atenção pelo facto de ser algo que requer um esforço grande», clarificou o ciclista amador.
Contudo, até o meio de transporte “rima” com a prevenção, já que o «exercício continuo e suave, podem ajudar no retardamento da doença», apontou.
Em relação a apoios, Filipe Gaivão explicou que há formas de o fazer.
«Há uma zona de donativos na página oficial da Associação Nacional da Espondilite Anquilosante», remeteu, acrescentando que «na página ‘Pedalar pela Espondilite Anquilosante’, também divulgamos essas mesmas formas de apoiar esta associação para que possa sobreviver».
A Espondilite Anquilosante é uma doença reumática inflamatória crónica que afeta as articulações da coluna vertebral incluindo as sacroilíacas e por vezes as articulações periféricas. A idade habitual dos primeiros sintomas é entre a segunda e terceira década de vida. A manifestação mais frequente é dor lombar que se agudiza com o repouso e se atenua com atividade física.
O grupo tem ainda duas etapas para cumprir. A primeira começa amanhã e vai ligar Évora a Setúbal. Já a segunda, e última, vai seguir de Setúbal até ao Parque das Nações, em Lisboa.
Já a etapa deste sexta-feira, passou por Elvas, Vila Viçosa, Redondo, até chegar à cidade eborense.




























