O Governo aprovou o plano “Polinizadores em Ação”, um instrumento estratégico para a conservação e sustentabilidade dos polinizadores em Portugal, com financiamento de 2 milhões de euros para ações entre 2026 e 2027.
A medida foi anunciada pelo Ministério do Ambiente e Energia e visa proteger espécies essenciais ao funcionamento dos ecossistemas e à biodiversidade, num contexto de declínio das populações de polinizadores.
Declínio das espécies motiva plano nacional
De acordo com o comunicado, Portugal apresenta uma diversidade significativa de polinizadores, incluindo 746 espécies de abelhas, 148 de borboletas diurnas, mais de 2.600 de borboletas noturnas e 221 espécies de sirfídeos.
Estas espécies têm um papel na reprodução de plantas e na estabilidade dos ecossistemas. No entanto, enfrentam uma redução das populações associada a alterações no uso do solo, perda de habitats, intensificação de atividades humanas, alterações climáticas, espécies invasoras e poluição.
Quatro eixos de intervenção
O plano “Polinizadores em Ação” está estruturado em quatro áreas principais:
- reforço do conhecimento científico e monitorização;
- promoção de práticas sustentáveis de gestão do território;
- mobilização da sociedade através da educação e comunicação;
- integração da conservação dos polinizadores nas políticas públicas.
A iniciativa foi desenvolvida no âmbito do projeto PolinizAÇÃO, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), envolvendo entidades públicas e privadas, especialistas e cidadãos, num processo que incluiu consulta pública.
Financiamento e ligação a metas europeias
Para a execução das medidas, o Fundo Ambiental vai disponibilizar 2 milhões de euros nos anos de 2026 e 2027. O financiamento destina-se a ações como monitorização, restauro de habitats, capacitação científica e promoção de boas práticas.
O plano está alinhado com o Regulamento Europeu do Restauro da Natureza e contribui para o objetivo de reverter o declínio dos polinizadores até 2030.
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que «os polinizadores são essenciais para a biodiversidade e para o equilíbrio dos nossos ecossistemas», acrescentando que o plano pretende «garantir paisagens mais resilientes para o futuro».















