O helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) baseado em Évora registou 149 acionamentos entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2025, segundo dados divulgados sobre a atividade do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM) no segundo semestre do ano.
No total, o serviço contabilizou 446 acionamentos em todo o país durante este período, dos quais 319 resultaram em helitransportes efetivos. Os números correspondem aos primeiros seis meses de atividade após a adjudicação da operação à empresa Gulf Med Aviation Services.
Évora entre as bases com maior atividade
Entre as quatro bases operacionais do serviço, o helicóptero sediado em Macedo de Cavaleiros registou o maior número de acionamentos, com 151. Seguiu-se a base de Évora, com 149, Loulé com 112 e Viseu com 34.
Os dados indicam que a base alentejana esteve entre as estruturas com maior volume de missões no país durante o período analisado.
Mais de 300 helitransportes realizados
Dos 446 acionamentos registados, 269 corresponderam a transportes primários, destinados a prestar socorro diretamente no local da ocorrência. Outros 177 acionamentos foram realizados para transportes secundários, entre unidades hospitalares.
Em termos de missões concretizadas, o INEM contabilizou 151 helitransportes primários e 168 helitransportes secundários.
Hospital de Santa Maria lidera número de aterragens
Durante o segundo semestre de 2025, os helicópteros do serviço operaram sobretudo em heliportos hospitalares.
O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou 82 aterragens, seguido do Hospital de Faro com 54, Hospital de Bragança com 38, Hospital Pedro Hispano com 31 e Hospital de Vila Real com 25.
Também foram contabilizadas aterragens nos Hospitais da Universidade de Coimbra (24), Hospital de Santa Cruz (16) e Hospital de Viseu (14).
No total, foram registadas 487 aterragens, número superior ao de acionamentos e helitransportes, uma vez que algumas missões implicam mais do que uma aterragem, quer em hospitais quer em locais alternativos adequados à intervenção.
Serviço passou a funcionar 24 horas por dia
A operação do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica foi implementada de forma faseada ao longo de 2025, assegurando a continuidade da resposta operacional.
A 1 de julho entraram em funcionamento dois helicópteros em regime de 12 horas, sediados em Loulé e Macedo de Cavaleiros, com apoio complementar da Força Aérea Portuguesa.
Posteriormente, o dispositivo foi reforçado. As bases de Évora e Loulé passaram a operar em regime de 24 horas a 20 de outubro. Macedo de Cavaleiros iniciou operação permanente a 25 de outubro e Viseu a 1 de novembro.
Desde essa data, o sistema passou a contar com quatro helicópteros médios a operar 24 horas por dia.
Segundo os dados divulgados, a disponibilidade operacional do serviço situou-se em cerca de 93%, valor enquadrado nos padrões definidos para este tipo de operação.















