O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, destacou a articulação entre entidades regionais e o Governo na concretização do protocolo para as infraestruturas do Hospital Central do Alentejo, em Évora.
O acordo, assinado esta sexta-feira, contempla um investimento de cerca de 13,3 milhões de euros para garantir acessos rodoviários, redes de água, saneamento e ligações elétricas à nova unidade hospitalar.
Segundo Ricardo Pinheiro, o processo foi marcado por uma adaptação às novas condições económicas e operacionais do projeto. «A forma como conseguimos adaptar este protocolo à nova realidade, pelo aumento do valor do custo das infraestruturas, dos acessos rodoviários e também das ligações a redes elétricas e de águas, reflete bem uma agilização plena entre aquilo que é a coordenação regional e o Governo central», afirmou.
Coordenação institucional destacada
O responsável da CCDR sublinhou que o entendimento alcançado resulta de um trabalho conjunto entre diferentes níveis de decisão, permitindo responder aos desafios identificados no terreno.
«É extraordinariamente importante percebermos que esta adaptação permite uma agilização em tempo real em áreas tão importantes», referiu, apontando para a capacidade de resposta das entidades envolvidas.
Ricardo Pinheiro destacou ainda a avaliação positiva do projeto por parte das instituições europeias. «Tivemos uma avaliação positiva da Comissão Europeia a este projecto», afirmou, considerando esse reconhecimento relevante para a continuidade do investimento.
Hospital visto como motor de desenvolvimento regional
Para o presidente da CCDR Alentejo, a concretização do hospital assume importância estratégica para o futuro da região, não apenas na área da saúde, mas também no plano científico e formativo.
«É extraordinariamente importante, naquilo que é a visão prospetiva da região, que este hospital se conclua rapidamente», afirmou, defendendo que o projeto pode contribuir para reforçar o sistema científico no território.
Nesse contexto, apontou a criação de uma escola e de um curso de medicina como uma ambição regional. «A Escola de Medicina e o curso de Medicina a partir do Alentejo é um sonho que reside em todos os cidadãos», disse.
Ricardo Pinheiro concluiu que o objetivo passa por garantir que o hospital esteja operacional no mais curto prazo, contribuindo para melhorar a resposta do Serviço Nacional de Saúde no Alentejo e a nível nacional. «Que esteja pronto o mais rapidamente possível e melhore a vida dos cidadãos do Alentejo, mas também a escala nacional», afirmou.















