O protocolo para a construção das infraestruturas essenciais ao funcionamento do Hospital Central do Alentejo (HCA), em Évora, foi assinado esta sexta-feira, num investimento global de cerca de 13,3 milhões de euros, envolvendo várias entidades públicas.
O acordo prevê a execução de acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas ao novo hospital, atualmente em fase avançada de construção na periferia da cidade.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que presidiu à cerimónia, considerou que a assinatura do protocolo representa «um passo determinante na concretização deste hospital», sublinhando a necessidade de garantir condições para a sua entrada em funcionamento.
Acordo define responsabilidades e financiamento
No âmbito do protocolo, o Município de Évora assume a coordenação e execução das infraestruturas externas, incluindo procedimentos de contratação pública e processos de aquisição ou expropriação de terrenos.
Já o financiamento será assegurado pela Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), permitindo viabilizar o arranque das intervenções.
Segundo a ministra, «é precisamente para superar estes desafios que a assinatura deste protocolo é tão importante», destacando que o acordo resulta da articulação entre as entidades envolvidas para resolver constrangimentos identificados ao longo do processo.
Ana Paula Martins indicou ainda que as obras associadas a estas infraestruturas poderão avançar «já no próximo mês», após a transferência de financiamento, enquadrando o investimento de 13,3 milhões de euros neste protocolo.
Infraestruturas consideradas decisivas para o funcionamento
A governante destacou que a concretização destas intervenções é essencial para garantir o acesso e a operacionalidade da unidade hospitalar, lembrando que o projeto enfrentou dificuldades desde o início.
«Este projecto desta envergadura não foi feito com a legalização prévia dos terrenos nem a construção dos acessos, o que atrasou significativamente o seu ritmo», afirmou, referindo que o protocolo agora assinado permite ultrapassar esses constrangimentos.
A ministra acrescentou que «agora já não podemos mesmo falhar», apontando para a necessidade de cumprir prazos num calendário considerado exigente para a conclusão da obra.
Hospital deverá estar concluído em 2027
De acordo com a tutela, o Hospital Central do Alentejo encontra-se atualmente com cerca de 80% da obra concluída, estando prevista a finalização para junho de 2027.
A entrada em funcionamento deverá ocorrer de forma faseada ao longo desse ano, começando pelas áreas de ambulatório.
A ministra defendeu que «mais do que nunca, hoje a política faz-se de resultados», sublinhando que a prioridade passa por garantir a abertura do hospital e a sua utilização pelos cidadãos.
Projeto estruturante para a região
O Hospital Central do Alentejo deverá servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em toda a região, funcionando como unidade de referência em articulação com outros hospitais do Alentejo.
Para Ana Paula Martins, trata-se de «um investimento estrutural para este território», com impacto no reforço da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e na fixação de profissionais de saúde.
A governante concluiu que o objetivo do Governo passa por garantir a concretização do projeto, afirmando que «o que as pessoas querem mesmo é saber quando é que este hospital vai abrir», apontando 2027 como o ano de mudança para a região.















