O presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), André Trindade, destacou o cumprimento rigoroso de prazos e orçamento como prioridade no âmbito do protocolo para as infraestruturas do Hospital Central do Alentejo, em Évora.
O acordo, assinado esta sexta-feira, assegura um investimento de cerca de 13,3 milhões de euros para a construção de acessos e redes essenciais ao funcionamento da futura unidade hospitalar.
Segundo André Trindade, a responsabilidade da ACSS passa por garantir a execução do projeto dentro dos parâmetros definidos. «A ACSS, como dono de obra, terá por objectivo garantir o cumprimento estrito do prazo e do orçamento desta obra», afirmou.
Infraestruturas essenciais para funcionamento do hospital
O responsável sublinhou que o protocolo não se limita à construção física do hospital, sendo determinante assegurar as condições de acesso e integração no território.
«Estes prazos não se garantem apenas pela contratualização da infraestrutura. Garante-se também através de acessos e infraestruturas que um hospital desta envergadura precisa», referiu, apontando a importância das ligações ao espaço envolvente.
André Trindade acrescentou que estas infraestruturas são essenciais para garantir que a população possa aceder à unidade «em segurança» e com adequada articulação com a rede existente.
Hospital com impacto na reorganização da rede de saúde
O presidente da ACSS destacou ainda o papel estratégico do Hospital Central do Alentejo na reorganização da rede de prestação de cuidados de saúde, sobretudo no sul do país.
«Sabemos bem que hoje a região de Lisboa e Vale do Tejo tem uma pressão acrescida, porque dá resposta a parte dos fluxos do Sul», afirmou, considerando que a nova unidade permitirá redistribuir essa pressão.
Nesse sentido, defendeu uma abordagem prospetiva para o sistema de saúde. «Temos de pensar de uma forma mais prospetiva o papel que um hospital desta envergadura pode ter», sublinhou.
Projeto com impacto na coesão territorial
André Trindade destacou também o contributo do hospital para a coesão territorial e social da região.
«Ganha a coesão territorial, ganha a coesão social desta região», afirmou, apontando o impacto do investimento para o Alentejo e para o país.
O responsável sublinhou ainda a importância da articulação entre as entidades envolvidas no protocolo, incluindo o município, a CCDR e a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, no processo de transição para a nova infraestrutura hospitalar.















