O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, considerou que o investimento superior a 20 milhões de euros do Grupo Nabeiro–Delta Cafés representa um reforço do compromisso da empresa com o concelho e com o desenvolvimento do interior, sublinhando o impacto económico e social do projeto.
“É um investimento de grande significado. Falamos em mais de 20 milhões de euros que vão alterar a capacidade produtiva para o dobro”, afirmou o autarca, durante a sessão de apresentação que contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Compromisso com o território
Luís Rosinha destacou a ligação histórica da família Nabeiro a Campo Maior, referindo que o investimento confirma a continuidade dessa relação.
“É verdadeiramente importante perceber que os descendentes do Comendador Rui Nabeiro continuam a estimar as suas raízes e continuam ligados à terra e a Campo Maior”, afirmou.
O presidente da autarquia considerou ainda que o anúncio do investimento representa “um dia muito feliz”, não apenas pelo reforço da capacidade industrial, mas também pelo compromisso assumido com a comunidade local.
Empresa como motor do território
Na sua intervenção, o autarca sublinhou o papel do Grupo Nabeiro no desenvolvimento económico e social da região, classificando-o como um “projeto de país”.
“Mais do que um grupo empresarial, é um verdadeiro projeto de país. Ao longo de décadas demonstrou que é possível criar riqueza, gerar emprego qualificado e afirmar uma marca portuguesa além-fronteiras, sem abandonar o território que lhe deu origem”, afirmou.
Luís Rosinha destacou ainda o legado do fundador, Rui Nabeiro, apontando a ligação entre empresa e comunidade como um dos fatores diferenciadores do concelho.
Apelo a mais investimento no interior
O autarca aproveitou a presença do primeiro-ministro para defender a necessidade de reforçar o investimento no interior do país, tanto público como privado.
“O interior de Portugal precisa de mais investimento público e privado. Precisa de políticas consistentes que promovam a fixação de pessoas e incentivem a criação de emprego”, afirmou.
Segundo Luís Rosinha, investir fora dos grandes centros urbanos é uma decisão estratégica para o país.
Localização estratégica e cooperação transfronteiriça
O presidente da Câmara destacou ainda a posição geográfica de Campo Maior, próxima da fronteira com Espanha, como um fator de competitividade.
O concelho integra a Eurocidade EUROBEC, juntamente com Badajoz e Elvas, num modelo de cooperação que, segundo o autarca, permite reforçar a atratividade da região e potenciar sinergias económicas.
Impacto económico e social
Luís Rosinha sublinhou que empresas como o Grupo Nabeiro desempenham um papel relevante na coesão territorial, defendendo a criação de condições para atrair novos investimentos para o concelho.
“Queremos continuar a propiciar e a ajudar a que este crescimento sustentado continue em Campo Maior, não só da Delta, mas também de outros players que possam vir a juntar-se”, afirmou.
O investimento na fábrica Novadelta, apresentado esta quinta-feira durante a visita do primeiro-ministro, surge como um dos principais projetos industriais recentes na região, com impacto direto na economia local e na capacidade produtiva do grupo















