O Arcebispo de Évora, D. Francisco, apelou à construção de uma paz assente no diálogo e no desarmamento, na sua Mensagem de Ano Novo 2026, divulgada este 1 de janeiro, no âmbito da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, que encerra a Oitava do Natal.
Na mensagem dirigida à Diocese e a «todas as pessoas de boa vontade», o prelado recorda que a Igreja assinala neste dia o Dia Mundial da Paz, cujo tema para 2026, proposto pelo Papa Leão XIV, é «A Paz esteja com todos vós – Rumo a uma paz desarmada e desarmante».
Natal e responsabilidade humana
Ao refletir sobre o significado do Natal, o Arcebispo de Évora sublinha que «o mal, gerador de tanto sofrimento humano que encontramos espalhado sobre a face da terra, não se deve à distração, desinteresse ou falta de generosidade de Deus, mas à nossa mesquinhez». D. Francisco acrescenta que a recusa do outro corresponde à rejeição da mensagem cristã, afirmando que «a negação de todo e qualquer ser humano é a recusa de Jesus, o Cristo».
Crítica à lógica da guerra e do armamento
Referindo-se ao atual contexto internacional, D. Francisco considera «impressionante» que, apesar dos avanços científicos, a humanidade continue incapaz de evitar a guerra. O Arcebispo questiona a centralidade do armamento como instrumento de segurança e alerta para os interesses associados à indústria bélica.
«Como cristão e pastor da Igreja, uno-me a Leão XIV, porque sei que a paz é dom de Deus, nasce no coração e que a confiança no desarmamento é desarmante», afirma, defendendo que a cultura da paz se constrói «sobretudo através de gestos de paz».
Paz como caminho para o futuro
Na mensagem, o Arcebispo de Évora destaca a proposta do Papa Leão XIV como um apelo profético, sustentado no diálogo, na diplomacia e na aprendizagem com a História. «Queira Deus que os grandes deste mundo aprendam com a História que a guerra é sempre uma derrota», refere.
D. Francisco conclui a Mensagem de Ano Novo com votos de um ano «próspero, abençoado e fecundo», recordando de forma especial «as crianças, os jovens, as famílias, os idosos, os doentes e os que vivem na solidão».















