O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou que o Governo está disponível para criar condições que permitam a abertura de um curso de Medicina na Universidade de Évora (UÉ), após o novo chumbo da proposta pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, o governante indicou que ainda não analisou o relatório da agência, mas sublinhou a disponibilidade do executivo para acompanhar o processo.
«É uma avaliação independente da agência para a qualidade e acreditação. Eu ainda não li o relatório, mas certamente a Universidade de Évora verá aquilo que é preciso fazer e o Governo está disponível para encontrar condições para que esse curso possa vir a funcionar em Évora», afirmou.
Segundo chumbo mantém entraves ao curso
A nova proposta para a criação do Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Évora foi rejeitada pela A3ES por não cumprir “plenamente critérios essenciais”, numa decisão que já foi confirmada após recurso.
A agência apontou falhas ao nível da sustentabilidade do projeto, insuficiência do corpo docente, falta de infraestruturas e ausência de um hospital universitário central plenamente funcional.
Este é o segundo indeferimento em pouco mais de um ano, depois de uma primeira proposta também ter sido rejeitada.
Universidade diz que objeções estão a ser corrigidas
Na sequência da decisão, a reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vasconcelos Vilar, afirmou que as principais objeções identificadas pela A3ES “estão a ser tratadas”.
A responsável considerou que a instituição tem condições para apresentar uma nova proposta, admitindo que o processo deverá avançar já sob a liderança da próxima reitoria.
Governo aponta para solução futura
Sem comentar em detalhe as conclusões da A3ES, Fernando Alexandre destacou o caráter independente da avaliação, remetendo para a universidade a responsabilidade de ajustar o projeto.
Ainda assim, o ministro deixou em aberto a possibilidade de o curso vir a avançar no futuro, desde que sejam reunidas as condições exigidas.
A posição do Governo surge num momento em que o processo entra numa nova fase, após a confirmação do chumbo e com a expectativa de uma reformulação da proposta por parte da Universidade de Évora.















