O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, alertou, este domingo em Monforte, que “2023 pode vir a ser um ano horribilis para os Bombeiros, do ponto de vista financeiro”.
António Nunes falava durante a Sessão Solene do Dia Distrital do Bombeiro que se realizou este domingo e que contou com a presença da Secretária de estado da Administração Interna.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, começou por afirmar que “sem um claro e inequívoco apoio financeiro às associações humanitárias, a promulgação de um estatuto do Bombeiro Voluntário e dos dirigentes associativo, a definição de uma organização autónoma de comando de bombeiro, temos de nos interrogar sobre a verdadeira dimensão do seu reconhecimento”.
“Sem associações humanitárias financeiramente equilibradas, todos nós sabemos que não conseguimos garantir estabilidade económica que permita planear o futuro, construir instrumentos de gestão para apoio à criação de modelos de carreira e remunerações aos bombeiros com contratos de trabalhos e garantir a viabilidade das organizações”, frisou.
António Nunes deixou claro, em Monforte, que “sem atualizações equilibradas nos vários exercícios orçamentais e nas despesas programadas, bem como nos contratos no sector da saúde e nas contribuições voluntárias das autarquias, o ano de 2023 poderá a vir a ser um ano horribilis do ponto de vista financeiro para os bombeiros e respetivas associações”.
“Os decisores políticos terão de olhar de forma diferente para os nossos bombeiros, começando por entregar às associações humanitárias as dotações financeiras suficientes para que a sua sustentabilidade não se agrave, face ao aumento dos combustíveis, dos produtos e equipamentos, condicionados por uma taxa de inflação altíssima”, vincou.















