A Escola Básica Sebastião da Gama, em Estremoz, tem quatro laboratórios provisórios a funcionar em monoblocos, na sequência de um acordo entre o município e o Ministério da Educação, enquanto aguarda financiamento para obras de requalificação avaliadas em cerca de seis milhões de euros.
A medida surge após o encerramento de várias salas devido a problemas estruturais identificados no edifício, que levaram à retirada de alunos desses espaços por questões de segurança.
Problemas estruturais levaram ao encerramento de salas
Segundo a vereadora da Câmara de Estremoz, Sónia Caldeira, em declarações ao jornal ODigital.pt, a situação remonta ao período da transferência de competências para o município, altura em que “foi identificado um problema estrutural que já existia na escola”.
“Chegou-se à conclusão que era necessário encerrar algumas salas, sob risco de poder acontecer alguma coisa”, vincou, acrescentando que inicialmente foram encerradas quatro salas salas, tendo posteriormente sido necessário encerrar mais três, incluindo laboratórios, o que condicionou a realização de aulas práticas.
Solução temporária garante aulas práticas
Face à falta de espaços adequados, o município celebrou um acordo com o Ministério da Educação que permitiu financiar a “colocação de monoblocos na escola”, de forma temporária, “para que os alunos possam ter aulas.
Os monoblocos já se encontram instalados e estão a ser utilizados, assegurando o funcionamento das atividades letivas, incluindo aulas de Ciências Naturais e Físico-Química.
A vereadora classificou a medida como “preventiva”, destinada a garantir condições de segurança e continuidade pedagógica.
Comunidade escolar foi tranquilizada
O encerramento das salas gerou “alguma preocupação” inicial entre encarregados de educação, mas a autarquia garante que a situação foi acompanhada.
“Procurámos tranquilizar as pessoas, porque os alunos não têm aulas [nos espaços em risco]”, afirmou.
Para compensar a falta de espaços, foram adaptadas outras salas da escola, incluindo áreas de apoio e departamentos, tendo o município realizado investimentos para melhorar as condições.
Candidatura a financiamento até junho
O município tem agora concluído o projeto de requalificação e prepara uma candidatura a financiamento no âmbito das escolas consideradas prioritárias.
“Estamos a falar de uma obra na ordem dos seis milhões de euros que o município não tem capacidade financeira para dar resposta”, disse Sónia Caldeira .
A candidatura deverá ser submetida até ao final de junho, com a expectativa de aprovação que permita avançar com a intervenção definitiva.
Apesar disso, a autarca admite alguma incerteza quanto ao processo, tendo em conta limitações orçamentais já identificadas em programas semelhantes.
Situação estrutural está estável
Entretanto, a monitorização realizada ao edifício indica que a estrutura “neste momento está estável”, uma vez que “há cerca de um ano que não tem tido movimentações”, referiu a autarca.
Ainda assim, a autarquia mantém como prioridade a requalificação integral da escola, considerando a intervenção essencial para resolver de forma definitiva os problemas identificados.















