O Município de Redondo atribuiu 29 bolsas de estudo a alunos do ensino superior no ano letivo 2025/2026, num investimento anual que ronda os 25 mil euros. A medida abrange estudantes de todo o concelho e visa apoiar famílias com encargos acrescidos associados à frequência universitária.
Segundo a lista definitiva publicada pela autarquia, foram analisadas 31 candidaturas, das quais duas foram excluídas, mantendo-se a maioria dos candidatos com decisão favorável.
“É um investimento claro na educação”, diz presidente
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, sublinha que o reforço das bolsas resulta de uma opção política assumida nos últimos anos, com impacto direto nas famílias.
“É extremamente importante não só para os jovens como para as suas famílias, que têm naturalmente um custo acrescido quando os jovens vão para o ensino superior”, afirmou.
De acordo com o autarca, o valor global do apoio aumentou significativamente face ao passado, quando as bolsas abrangiam apenas “dois ou três alunos” e com montantes reduzidos.
Atualmente, o apoio médio situa-se entre 1200 e 1300 euros por estudante, valor que ultrapassa, em muitos casos, o custo anual das propinas.
Apoio mais equitativo em todo o concelho
Uma das alterações introduzidas pela autarquia foi a centralização do processo de atribuição das bolsas, que anteriormente dependia das freguesias.
Segundo David Galego, existiam diferenças no acesso ao apoio: enquanto na freguesia de Redondo já havia bolsas, na freguesia de Montoito esse apoio era praticamente inexistente.
“Havia um concelho a duas velocidades”, afirmou o presidente, explicando que a decisão municipal permitiu uniformizar critérios e garantir igualdade no acesso.
A partir dessa mudança, todos os estudantes do concelho passaram a ser abrangidos pelo mesmo modelo de apoio, independentemente da freguesia de residência.
Critérios sociais determinam atribuição
O regulamento em vigor assenta numa lógica de escalões de rendimento, privilegiando famílias com menores recursos financeiros.
A autarquia adotou como base um modelo já existente, introduzindo ajustamentos para reforçar a componente social e direcionar apoios mais elevados para quem apresenta maiores dificuldades económicas.
O presidente destacou que o objetivo é assegurar que “as famílias que efetivamente não têm tantos recursos” consigam suportar os custos associados ao ensino superior.
Medida enquadrada na política de apoio às famílias
A atribuição de bolsas de estudo insere-se na estratégia municipal de apoio à educação e às famílias, sendo assumida como uma prioridade.
“Quando o dinheiro tem um fim muito claro, que é em benefício da educação e do bem-estar das famílias, cá estamos para estar ao lado dos nossos munícipes”, afirmou o autarca.
A lista definitiva foi aprovada por unanimidade pela comissão de análise e ratificada em reunião de Câmara a 18 de fevereiro de 2026.















