Como já noticiámos, o presidente do PSD, Luís Montenegro, iniciou esta segunda-feira, uma visita ao distrito de Évora, no âmbito do programa “Sentir Portugal”, que vai levar o líder social-democrata, ao longo desta semana, aos 14 concelhos do distrito.
Depois de ter visitado o concelho de Reguengos de Monsaraz, Luís Montenegro esteve no concelho de Mourão, onde se reuniu com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, tendo também conhecido o projeto da futura creche a construir no âmbito do PRR.
O líder do PSD esteve nesta reunião acompanhado pelo atual presidente da Câmara Municipal de Mourão, João Fortes, que foi eleito pelo PSD em 2021.
Nas palavras proferidas, João Fortes explicou que “Mourão é um concelho envelhecido e estas respostas sociais que temos são muito presentes e importantes, mas apesar da autarquia ter uma relação de cooperação com as IPSS, estas têm muitas dificuldades na gestão do seu dia-a-dia”, nomeadamente “custos energéticos que estão a aumentar exponencialmente, entre outras situações que estão a dificultar a gestão das instituições”.
Para apoiar as instituições sociais, João Fortes anunciou, nesta reunião, a “criação de um fundo de emergência social, para que na emergência de terem um equipamento avariado ou outra situação alarmante, o município possa poder apoiar estas instituições”.
Diante do líder do PSD, João Fortes referiu que a autarquia de Mourão ainda não assumiu as competências no domínio da ação social “propositadamente, porque preocupa-me o envelope financeiro associado, pois, o município de Mourão é infelizmente empobrecido e tem um número considerável de beneficiários de rendimento social de inserção e a verdade é que o Estado Central não olhou atentamente a municípios com estas características”.
Ainda sobre a decentralização, o atual autarca de Mourão afirmou ser “um defensor da descentralização, porque queremos todos ter mais autonomia e mais competências para decidir no terreno, mas não posso deixar de reparar que parece que o estado se está a afastar daquilo que são as suas atribuições e isso assusta-me, porque qualquer dia tenho aqui 100 pessoas à porta a pedir respostas…”.
Já sobre a aprovação da construção de uma creche em Mourão, no âmbito do PRR, João Fortes salientou que “foi a única candidatura aprovada no Alentejo no diz respeito à ação social, mas julgo que havia outras candidaturas, até de instituições aqui do concelho, que também mereciam a aprovação, por isso pede-se um PRR mais justo, mais transparente e se não chegar a casos particulares torna-se difícil que certas instituições sejam capazes de fazer face às suas dificuldades”.















