“Não existe qualquer razão substancial para que não se faça” o desconfinamento dos Centros de Dia

Foto: ODigital.pt - Hugo Calado

Após o anúncio do Plano de Desconfinamento, feito pelo Primeiro Ministro, o Presidente da Direcção da UDIPSS-Évora, Tiago Abalroado, mostrou o seu descontentamento para a Inexistência de Plano de Desconfinamento para os Centros de Dia.

O Presidente da Direcção União Distrital das IPSS de Évora (UDIPSS-Évora) manifestou, a sua apreensão e preocupação relativamente ao facto de não ter sido anunciada qualquer perspectiva relativamente ao desconfinamento dos utentes integrados na resposta social Centro de Dia, que, de acordo com as orientações da Secretaria de Estado da Acção Social, se encontram em casa desde o dia 16 de Março.

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Tiago Abalroado alerta que “no Alentejo, mais de 80% dos idosos que frequentam Centros de Dia vivem sozinhos, não tendo, muitos deles, qualquer suporte familiar ou de vizinhança.”

Acrescenta que “a partir do momento em que são admitidas no Centro de Dia, estas pessoas criam rotinas muito centradas nas dinâmicas desta resposta social e desaprendem o que é viver sozinhas.”

Muito embora os serviços básicos a estes utentes (como alimentação, tratamento de roupas, higiene pessoal e apoio na medicação) estejam a ser assegurados pelas instituições sociais, constata-se que a sua maioria passa, em média, 23 das 24 horas diárias completamente sozinhos na própria habitação.

Para um território como o Alentejo, marcado, sobretudo nas zonas rurais, por uma forte dispersão das residências dos idosos, e destas em relação às próprias IPSS e às casas de familiares e/ou vizinhos (quando existem), torna-se imperioso definir rapidamente um plano de desconfinamento sobre os Centros de Dia para, pelo menos, dar a estas pessoas uma luz ao fundo do túnel e se evite o agudizar de casos de depressão e ansiedade, que já começam a verificar-se, ou o aumento da frequência de incidentes graves nos domicílios”, afirma.

Realça ainda que “se este planeamento foi realizado e hoje [ontem] anunciado para as respostas da área da infância e juventude e da deficiência, não existe qualquer razão substancial para que não se faça o mesmo exercício para as respostas sociais dirigidas à terceira idade que se encontram suspensas.

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