O Alentejo é a região de Portugal com maior participação eleitoral média entre 1975 e 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no âmbito do 52.º aniversário do 25 de Abril. A taxa média na região fixou-se nos 64,0%, acima da média nacional de 61,2%.
Os dados integram uma análise à participação eleitoral em Portugal ao longo de cinco décadas, considerando eleições presidenciais, legislativas, autárquicas e europeias.
Alentejo acima da média nacional
De acordo com o INE, o Alentejo lidera entre as regiões NUTS II com maior participação eleitoral, seguido do Norte, com 63,0%. No sentido inverso, Algarve e regiões autónomas apresentam os valores mais baixos.
Ao nível das sub-regiões, o Alto Alentejo surge também entre as áreas com maior mobilização eleitoral, com taxas superiores a 65%.
Municípios alentejanos entre os mais participativos
A análise municipal confirma o destaque do território. Entre os 20 municípios com maior participação eleitoral em Portugal, sete pertencem ao Alto Alentejo: Avis, Fronteira, Gavião, Crato, Alter do Chão, Castelo de Vide e Nisa.
Outros municípios da região também surgem neste grupo, nomeadamente Arraiolos e Montemor-o-Novo, no Alentejo Central, e Alvito e Cuba, no Baixo Alentejo.
Segundo o INE, existe uma concentração de níveis mais elevados de participação no interior do país, com particular incidência no Alentejo e no Norte.
Interior com maior mobilização eleitoral
O padrão territorial evidencia uma diferença entre litoral e interior. Nas eleições autárquicas, o interior continental, onde se inclui o Alentejo, apresenta níveis de participação superiores aos registados em zonas litorais.
Também nas eleições europeias se verifica uma maior participação em alguns territórios do interior, incluindo regiões do Alentejo.
Participação eleitoral diminui no país, mas recupera nos últimos anos
A nível nacional, o INE identifica uma tendência de diminuição da participação eleitoral desde 1975, apesar de uma recuperação recente. A taxa média global situa-se nos 58,5%, subindo para 61,2% quando considerados apenas os residentes em território nacional.
As eleições legislativas registam a maior taxa média de participação (65,4%), enquanto as europeias apresentam os valores mais baixos (40,8%).
















