O Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR) lançou um novo projeto de incubadora de empresas, integrado no plano estratégico da associação para o mandato 2025/28.
A incubadora terá, numa fase inicial, capacidade para acolher 12 empresas, conforme explicou Tiago Braga, presidente do NERPOR, em declarações ao jornal ODigital.pt. A iniciativa encontra-se já em fase de receção de candidaturas para os primeiros incubados. “Parece-nos uma mais-valia e uma criação de valor realmente interessante para quem está a dar os primeiros passos no mundo empresarial”, afirmou.
De acordo com o responsável, o projeto pretende apoiar tanto empresários já estabelecidos em Portalegre como recém-licenciados do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) que pretendam criar o seu próprio negócio. O objetivo passa por “ajudar os empresários que já estão em Portalegre e os alunos que estão a sair do IPP e querem criar as suas empresas”, assumindo o NERPOR “um papel ativo na ajuda desses jovens empresários”.
O investimento na nova infraestrutura ronda os 800 mil euros, estando a capacidade do espaço limitada, para já, a uma dúzia de empresas. Ainda assim, Tiago Braga admite a possibilidade de expansão. “Com a quantidade de propostas que temos recebido, de certeza que temos de ampliar”, referiu.
O presidente do NERPOR reconhece que, apesar da experiência acumulada na área, o projeto representa um novo desafio. “Já temos experiência nesta área, mas vai ser um teste”, sublinhou, apontando que uma eventual ampliação deverá ocorrer “ainda neste mandato”. Caso contrário, alertou, “senão alguns associados poderão ficar frustrados por não conseguirem uma oportunidade”.
Quanto à missão da incubadora, Tiago Braga destacou que o principal objetivo é “trazer investimento para o território”, garantindo que o NERPOR “vai ajudar essas empresas no desenvolvimento da sua estratégia de implementação no mercado”.
Para além da componente física, o núcleo empresarial já acompanha “vários incubados virtuais”. Segundo o presidente, “durante os primeiros meses, às vezes não há uma necessidade de o empresário ter um escritório”. “Basta ter os serviços de incubação virtual e é isso que fazemos. Depois, ajudamos o empresário a encontrar o local onde poderá realmente desempenhar a sua atividade”, acrescentou.
Tiago Braga considerou ainda que o distrito de Portalegre enfrenta desafios específicos na captação de investimento, classificando a região como uma “ilha”. Defendeu, por isso, a necessidade de “ter as portas abertas” para novos projetos empresariais, assegurando, no entanto, que “temos tudo para que isso aconteça”.


















