Os crimes relacionados com moeda falsa registaram uma diminuição em Portugal em 2025, embora a circulação de notas contrafeitas continue ativa, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
De acordo com o documento, os crimes de contrafação, falsificação e passagem de moeda falsa apresentaram uma redução de 31,6% face ao ano anterior .
Menos inquéritos, mas fenómeno mantém expressão
Apesar da descida global, o relatório indica que também os inquéritos relacionados com moeda falsa registaram uma redução, o que pode refletir uma diminuição da criminalidade ou maior eficácia na sua contenção .
A maioria dos casos continua associada à passagem de moeda falsa, sendo frequentemente detetada em operações de depósito bancário .
Por outro lado, verificou-se um aumento dos crimes de contrafação e aquisição de notas falsas, muitas vezes ligados a encomendas realizadas através da internet, posteriormente intercetadas pelas autoridades antes de entrarem em circulação .
Apreensões aumentam e revelam padrão de circulação
Em sentido inverso à descida dos crimes, o número de apreensões de notas aumentou 7,8%, atingindo um total de 952.725 euros .
As denominações mais frequentes continuam a ser as de 10, 20 e 50 euros, associadas às notas com maior circulação no mercado .
O relatório refere ainda que uma parte significativa das apreensões ocorre antes da entrada das notas no circuito monetário, resultado da articulação entre investigação criminal e controlo alfandegário .
Origem e métodos associados à moeda falsa
Segundo o RASI, uma parte das contrafações tem origem no estrangeiro, sendo frequentemente produzida com técnicas de impressão e distribuída através de encomendas online, incluindo plataformas digitais e redes sociais .
Mantém-se o predomínio de contrafações classificadas como “design alterado”, consideradas de menor qualidade, mas com capacidade de entrar em circulação .
Impacto regional e vigilância no Alentejo
Embora o relatório não detalhe de forma específica a distribuição por regiões no caso da moeda falsa, o mapeamento das zonas de maior incidência é referido como instrumento para orientar a ação das autoridades .
Neste contexto, regiões com forte atividade comercial, agrícola e turística, como o Alentejo, mantêm-se sob vigilância das forças de segurança, sobretudo em operações ligadas à circulação monetária e depósitos bancários.
Cooperação reforça combate ao fenómeno
O combate à moeda falsa tem sido sustentado pela cooperação entre entidades nacionais e internacionais, incluindo operações conjuntas com organismos europeus, com vista à deteção precoce e à interrupção das redes de distribuição .
Os dados indicam que a prevenção e a interceção de notas antes da sua circulação continuam a ser uma das principais estratégias no controlo deste tipo de criminalidade.















