A Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica inicia o ano de 2026 com uma Direção renovada, passando a ser presidida por Pedro Russo, num momento em que a instituição assinala três décadas de atividade em Portugal.
A nova liderança assume como missão valorizar o percurso desenvolvido ao longo de 30 anos e projetá-lo para o futuro, reforçando a proximidade entre ciência, tecnologia, inovação e sociedade.
Três décadas de ligação à sociedade
Ao longo da sua existência, a Ciência Viva afirmou-se como parte integrante do tecido social português, através da Rede de Centros Ciência Viva, dos Clubes Ciência Viva nas Escolas e de programas como o Ciência Viva no Verão. Muitas das pessoas que participaram nestas iniciativas são hoje pais, professores, investigadores ou decisores, conferindo continuidade ao trabalho desenvolvido.
Esta trajetória é apontada como uma infraestrutura estratégica para o país, assente na criação de literacia científica e na participação pública na ciência.
Prioridades para a próxima década
Em 2026, ano do 30.º aniversário, a Ciência Viva define como prioridade consolidar e transformar a experiência acumulada, as redes e a confiança criadas em impacto duradouro para a próxima década, reforçando a ciência como espaço de encontro com a sociedade.
Pedro Russo sublinha que «a Ciência Viva chega aos 30 anos com a responsabilidade de quem construiu muito e com a ambição de quem sabe que ainda há muito por fazer», acrescentando que o objetivo passa por «reforçar a participação da sociedade na ciência, tecnologia e inovação» e «colocar a ciência no centro da vida coletiva».
Ano de crescimento e expansão da rede
A tomada de posse da nova Direção sucede a um ano de 2025 marcado por crescimento e inovação. Entre os principais marcos estão o alargamento da Rede de Centros Ciência Viva, com a integração do Centro de Ciência do Café – Centro Ciência Viva, em Campo Maior, e a abertura da primeira Quinta Ciência Viva ao público, no Fundão.
Em 2025, os 22 Centros Ciência Viva registaram mais de um milhão de visitantes.
Estratégia, inclusão e internacionalização
Com base no Plano Estratégico 2021–2030, a Ciência Viva reforça o seu papel enquanto infraestrutura nacional crítica, promovendo competências nas áreas STEM e estimulando a participação pública através de ferramentas digitais. Os Centros Ciência Viva são assumidos como plataformas regionais de articulação entre municípios, escolas, cultura, ciência e empresas.
A sustentabilidade e a inclusão mantêm-se como princípios transversais, enquanto a internacionalização é apontada como vetor de cooperação e aprendizagem, posicionando a Ciência Viva no diálogo europeu e global sobre cultura científica. A capacidade de resposta a áreas emergentes, como Inteligência Artificial, Robótica, Espaço ou Computação Quântica, continuará a ser uma das linhas de atuação da instituição.















