O novo presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, eleito pelo Partido Socialista nas eleições autárquicas de 12 de outubro, defendeu que o concelho inicia um «virar de página» assente no diálogo, na transparência e na execução.
Nas palavras proferidas, o autarca afirmou que assume a presidência «com o compromisso de garantir uma governação estável e responsável», assegurando que será «presidente de todos os cidadãos do concelho». Zorrinho destacou que o novo ciclo exige «um diálogo construtivo em cada momento e em cada decisão», considerando-o «condição de sucesso coletivo».
O socialista, que inicia o primeiro mandato à frente da autarquia, sublinhou que a prioridade imediata é reforçar a eficiência da Câmara e preparar o município para os desafios do futuro. «Temos muitos diagnósticos e a sua atualização é importante, mas o foco será a ação e a execução, aceitando todos os contributos válidos e promovendo as parcerias necessárias», afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a realização de uma auditoria técnica, funcional e financeira à autarquia, que será tornada pública. «Não pretendo com esta auditoria induzir qualquer desconfiança em relação ao passado, mas antes semear a confiança em relação ao futuro e aplicar uma cultura de transparência em todo o funcionamento da autarquia», explicou.
O novo executivo vai ainda criar o Gabinete de Projetos do Município e desenvolver um sistema de informação integrado. Estas estruturas visam, segundo o autarca, «melhorar a coordenação entre as prioridades estratégicas e a ação técnica dos serviços».
Zorrinho anunciou igualmente a implementação de um plano de emergência municipal, em articulação com as juntas de freguesia. «As suas competências e meios serão reforçados em função da sua capacidade e vontade política», referiu.
Com uma trajetória marcada pela experiência política e académica, o presidente destacou que a eficácia governativa dependerá da cooperação institucional e da concertação regional. «É sempre mais eficaz trabalhar sobre soluções do que sobre problemas, mesmo que a solução final seja diferente da de partida», afirmou.
No plano estratégico, Carlos Zorrinho salientou que Évora deve aproveitar a dinâmica da Capital Europeia da Cultura 2027 para reforçar a sua posição no contexto regional. «Temos que aproveitar o impulso de sermos Capital Europeia da Cultura e o nosso posicionamento estratégico num momento em que confluem oportunidades como a conclusão do novo Hospital Central, o desenvolvimento de acessibilidades e a atração de investimento», referiu.
O autarca defende uma abordagem cooperativa entre municípios, afirmando que «não haverá uma Évora forte sem um Alentejo forte, nem um Alentejo forte sem uma Évora forte». Para isso, propôs um trabalho conjunto com as autarquias do distrito, a Universidade de Évora e as redes empresariais e associativas.
Entre os desafios imediatos apontados estão a limpeza urbana, a mobilidade, o estacionamento, a habitação acessível e a sustentabilidade financeira do município. «Estes serão eixos centrais para garantir qualidade de vida e atratividade social e económica», indicou.
Carlos Zorrinho sublinhou ainda a importância da comunicação social de proximidade na promoção da transparência e da confiança democrática. «A comunicação social estabelece uma ponte de conexão fundamental entre a ação dos eleitos e a avaliação dos eleitores», afirmou, destacando o seu papel na «participação cívica ativa das comunidades».
O novo presidente concluiu garantindo que o mandato será marcado por um «diálogo permanente com os eborenses», através de instituições, associações e meios de comunicação locais. «Évora inicia um novo ciclo e todos estão convocados a participar na sua construção», finalizou.































































































