“O Futsal não pode ter um tratamento diferente do Futebol”, referem os dirigentes da A.F. de Portalegre

A Direcção da Associação de Futebol de Portalegre (AFP) veio a publico, este sábado, discordar do Plano de Reestruturação do Futsal aprovado, na quinta-feira, na reunião de Direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Os Representantes da AFP afirmam que “as Associações de Futebol Distritais e Regionais (ADR’s) não tiveram a possibilidade para contribuir na elaboração de uma importante alteração dos quadros competitivos do futsal”, acrescentando que “estes não são os modelos que melhor defendem os interesses da grande maioria dos clubes a nível nacional.”

“Desde a época 2004/05, ou seja, nas últimas 16 épocas desportivas, o escalão principal do Futsal Português conta com a participação de 14 equipas, o que, de per si, demonstra que este é o modelo mais adequado à competição, caso contrário não se tinha verificado uma longevidade quase inigualável na história das competições federativas. Por outro lado, é um contrassenso que, em 2020/21, a Liga Placard sofra um alargamento para 16 clubes para depois ver este número reduzido até 12 nas épocas seguintes. Consideramos que este modelo prejudica claramente os clubes de menor dimensão, que representam o Interior do País e que, a curto prazo, enfrentarão ainda mais dificuldades para assegurar um lugar no escalão principal do futsal nacional”, explicaram os Membros da Direcção da AFP.

A Associação de Futebol de Portalegre saúda a criação de uma 3ª divisão, “pois permite equilíbrio e competitividade nas provas nacionais de futsal”, no entanto não concordam que “com a criação de uma 3ª Divisão, haja despromoções directas da 2ª Divisão para os Campeonatos Distritais, até porque se trata de uma fórmula completamente diferente daquela que acontece, por exemplo, com a criação da 2ª Divisão Nacional nos escalões de iniciados e juvenis de futebol. É ainda mais inaceitável que os campeões distritais e regionais deixem de ter acesso direto à Prova Nacional (3ª Divisão de Seniores Masculinos e 2ª Divisão de Seniores Femininos), tendo de disputar um Play-off.”

Concluem deixando clao que “esta decisão coloca em causa princípios fundamentais como a Igualdade, Equidade e Representatividade. O Futsal não pode ter um tratamento diferente do Futebol.”

 

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