A Malvada Associação Artística estreia nos dias 28 e 29 de maio, às 21h00, a performance-instalação “VAIVÉM”, no Jardim Tardoz do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora. O projeto resulta de um processo participativo centrado nos movimentos migratórios e envolve emigrantes portugueses, lusodescendentes e imigrantes residentes na cidade.
A criação é assinada por Ana Luena e José Miguel Soares, conta com música de Zé Peps, texto de André Tecedeiro e interpretação de Chissangue Afonso e Inês Minor. Após as apresentações inaugurais, a instalação ficará patente até 12 de julho, com visitas guiadas sujeitas a inscrição.
Projeto aborda experiências migratórias
Segundo a organização, “VAIVÉM” parte simbolicamente de uma viagem de comboio para refletir sobre temas como deslocação, pertença, memória e identidade. O projeto foi desenvolvido a partir de viagens entre Évora, Bruxelas e Paris, envolvendo comunidades emigrantes portuguesas e grupos imigrantes.
A performance-instalação integra textos, entrevistas, fotografia, vídeo e dispositivos performativos recolhidos ao longo do processo criativo. A proposta artística cruza diferentes linguagens e coloca em diálogo experiências ligadas à partida, chegada e adaptação a novos territórios.
Processo envolveu 96 participantes
O projeto incluiu workshops, residências artísticas, entrevistas e ações participativas em Évora, Bruxelas e Paris. Segundo a Malvada, participaram 96 pessoas em diferentes contextos de intervenção, entre emigrantes portugueses, imigrantes residentes em Évora e mediadores culturais.
As sessões destinadas ao público geral decorrem nos dias 28 e 29 de maio. Entre 27 de maio e 2 de junho realizam-se sessões para grupos, mediante inscrição prévia. A instalação poderá ser visitada entre 30 de maio e 12 de julho, de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 19h00.
A entrada é gratuita, mas sujeita a reserva, estando a lotação limitada a 60 pessoas por sessão.















