A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2025 terminou este domingo, dia 16 de março, mas, para além do “convite” ao Alentejo, ficaram também outros dados para a posteridade.
(Ainda) fora dos holofotes profissionais e autárquicos, estiveram os estudantes da licenciatura em Turismo e Mestrado em Turismo e Desenvolvimento de Destinos e Produtos da Universidade de Évora, que visitaram a feira na passada sexta-feira, dia 14 de março.
Cerca de 75 alunos foram até à BTL à «procura máximo de oportunidades», segundo João Roque, aluno natural de Évora, em declarações a’ODigital.pt.

No último ano da licenciatura, o estudante ainda não pensa na entrada no mercado de trabalho, pois pensa ingressar no Mestrado em Gestão Hoteleira, pois «sempre tive esse ‘mini desejo’ pela hotelaria».
Sendo essa a parte que mais lhe interessou, o jovem destacou que a feira é «excelente para concretizarmos conexões com outro tipo de empresas, a nível de tudo um pouco».
«Enriquece-nos muito culturalmente também para conhecermos um pouco de todos os cantos do país e é sempre ótimo estar aqui presentes», acrescentou.
Uma visão partilhada pelo colega Diogo Prates, também ele natural de Évora, que realçou as «perspetivas» que o evento dá aos alunos, «de vários setores ligados ao turismo»: «É uma visita bastante importante».

«Viemos aqui para procurar conhecimento sobre a área e oportunidades. Conhecer várias empresas, que muitas vezes não estão à mostra noutros sítios», adicionou.
Confessou ainda que os professores disseram para «não fecharmos os olhos às várias oportunidades que vão aparecendo», mas também «para irmos atrás daquilo que queremos».
Assim, é necessário «contactarmos as empresas, darmo-nos a conhecer, dar a conhecer o que é que a Universidade nos ensinou e também aquilo que poderemos ser para o futuro do turismo e para o futuro do país».
Já o professor Jaime Serra confirmou os “ensinamentos” e comentou que o «projeto pedagógico e científico» da universidade pretende «incrementar muito este tipo de envolvimento dos alunos com o setor de atividade».

«Estamos na feira da maior feira de turismo português, e uma das maiores feiras até da Europa e este contacto próximo com todo o cluster turístico nacional e internacional, é muito importante para complementar a formação dos nossos alunos», adicionou.
Desta feita, o evento permite aos alunos «o contacto direto para explorar projetos e tendências e até contactos para futuras oportunidades de mercado de trabalho».
Com esta formação «de banda larga em turismo», os estudantes são «alimentados com um conjunto de conteúdos que lhes dão uma perspetiva muito holística da atividade».
O docente deixou-nos ainda algumas dicas que frequentemente dá aos seus alunos. A primeira, estar atento «àquilo que são as principais tendências do setor».
Ou seja, «o que está a acontecer ao nível da comunicação dos destinos turísticos, da digitalização dos destinos turísticos e, sobretudo, daquilo que são as essenciais skills profissionais que eles devem adquirir».
Depois, a aposta nas «competências de índole de proficiência comunicacional». O que é isto? «Como vestir, como estar, como comunicar», etc. Isto porque, «a imagem do profissional de turismo está muito associada à imagem dos destinos».
Segundo Jaime Serra, estas estratégias têm-se revertido «em grandes vantagens», não só em «soft skills, mas também em hard skills que são de facto aquilo que é importante para a sua vida profissional».
O resultado disso é o facto de que «temos encontrado aqui imensos ex-alunos nossos que já estão há muitos anos no setor».















