O Orçamento Municipal de Redondo para 2025 foi reprovado esta quarta-feira, dia 18, em Assembleia Municipal, pela CDU, MICRE e MVR.
Um orçamento que estava fixado em 16,5 milhões de euros e que seria, «mais ou menos, em tudo idêntico aos orçamentos anteriores», segundo David Galego, presidente do município, em declarações a’ODigital.
A reprovação é considerada uma «irresponsabilidade» e uma «falta de respeito pela população» pelo autarca, já que assim o investimento de quatro milhões em 36 habitações na Rua Fialho de Almeida.
Desta forma, este investimento «poderá cair, e se não tivermos um orçamento daqui a poucos dias, vai mesmo cair», o que pode levar o montante referido «para outras entidades» fora do concelho.
«Na verdade, foi isso que que a oposição tentou. Estavam mais que avisados para este grande projeto», acrescentou.
De recordar que este projeto, como noticiámos em novembro, pretende dar «habitação digna às pessoas do concelho», a custos «acessíveis», e também a retirada da cobertura de amianto «potencialmente cancerígena» e que seria financiado totalmente pelo PRR, tendo que ser realizado até 2026.
A não ser aprovado um orçamento para o próximo ano, «não conseguimos lançar o procedimento concursal para a empreitada» e «vai-nos ser retirado esse dinheiro».
Isto representaria uma «diferença significativa» no orçamento, em cerca de 2,5 milhões de euros do que é «habitual», porque o financiamento seria distribuído em dois anos.
«É de facto um benefício adicional que nós queremos de facto promover e que com o chumbo deste Orçamento fica seguramente muito comprometido, ou quase inviabilizado diria», acrescentou.
David Galego destacou que teve «oportunidade de reunir com todas as forças políticas», mas que não houve «sequer a amabilidade de apresentar sugestões».
«Estão a prejudicar a nossa população e esta irresponsabilidade ficará marcada para a história do concelho», sublinhou o presidente.
O autarca frisou também que tem «autoridade moral», já que, no seu tempo de oposição, viabilizou orçamentos, mesmo que «não concordando na totalidade com a visão estratégica».
Agora, o edil redondense sublinhou que este orçamento foi chumbado porque «não lhes apeteceu viabilizá-lo, para prejudicar o nosso trabalho governativo no concelho de Redondo»: «Quiseram fazer parte do problema».
Ainda assim, vai reunir novamente com as forças políticas na esperança de que «repensem nesta atitude irrefletida que tiveram» e que «enviem propostas para uma solução».
«Nunca seremos inflexíveis porque não é o executivo que fica prejudicado, é o povo de Redondo», complementou.
Para além do referido projeto, David Galego confessou que há mais “em risco”, nomeadamente um «projeto de fundo» para a requalificação da Ribeira de Santa Susana, «não apenas aquela limpeza que fizemos agora há pouco tempo».
Algo que seria candidatado a fundos europeus em valores «superiores a 500 mil euros» para «requalificar de vez aquele espaço».
Porém, o presidente afirmou esperar «dificuldades» em avançar com o CLDS 5G e «com uma série de outros projetos».
«Se não tivermos as verbas que vêm adicionais do Orçamento de Estado para poder trabalhar com elas, obviamente que não vamos conseguir implementar no terreno esse trabalho», disse.
Com esta reprovação, o executivo terá de trabalhar «com o antigo orçamento», mas que isso representa «ter dinheiro disponível para fazer investimentos e não os poder fazer».
Veja a resposta da oposição: Link.















