O Município de Ourique preparou um programa cultural diversificado para assinalar os 52 anos do 25 de Abril, com iniciativas que se estendem ao longo de todo o mês e que cruzam memória, arte e participação cívica. A programação, aberta à comunidade, pretende evocar os valores da Revolução dos Cravos e reforçar a sua актуalidade no presente.
Exposição sobre censura abre programação
As comemorações arrancam com a exposição “Rua Sem Lápis Azul”, de Ana Tenente, patente ao público durante todo o mês de abril na Biblioteca Municipal de Ourique. A mostra aborda simbolicamente a censura e a liberdade de expressão, num dos temas centrais da revolução de 1974.
Música e literatura evocam espírito de Abril
O programa inclui vários momentos culturais de destaque. A 18 de abril, pelas 21h30, o Cineteatro Sousa Telles recebe o espetáculo “Apenas Abril”, no qual Inês Apenas presta homenagem a José Afonso, acompanhada por Bia Maria e pelo Grupo Coral de Ourique.
Três dias depois, a 21 de abril, a Biblioteca Municipal acolhe a apresentação do livro “Não há Revoluções Perfeitas”, com a presença da autora Helena Machado, numa sessão que convida à reflexão sobre os processos revolucionários.
A 23 de abril, também na biblioteca, decorre o espetáculo de poesia e música “Como se desenha uma casa”, com Pedro Lamares e o convidado Rui David.
Comunidade e juventude no centro das celebrações
As iniciativas ganham um cariz mais participativo a 24 de abril, às 10h00, com “Numa Manhã de Abril”. A atividade envolve alunos do concelho na plantação de cravos e na interpretação de canções associadas à revolução, no jardim em frente à Biblioteca Municipal.
O ponto alto das comemorações acontece no próprio dia 25 de Abril, às 17h00, com o concerto “Liberdade”, protagonizado pelo Orikanto, que convida o grupo In Versus – Fados e Guitarradas de Coimbra, no Cineteatro Sousa Telles.
Abril como compromisso coletivo
Segundo o Município de Ourique, a programação pretende “reafirmar Abril como um património coletivo e um compromisso com o presente”, através de uma oferta cultural que envolve diferentes gerações e linguagens artísticas.
Ao longo de todo o mês, o concelho transforma-se, assim, num espaço de evocação da liberdade, num cruzamento entre memória histórica e expressão contemporânea.















