Rui Garrido, presidente da ACOS e da Comissão Organizadora da 40ª Ovibeja, no seu discurso de abertura da feira, refletiu sobre o problema dos recursos hídricos no Baixo Alentejo e pediu ao Governo soluções “de captação de mais reservas de água”.
“Sem água não há vida, sem água não há biodiversidade, sem água não há produção de alimentos. A escassez de água leva ao abandono dos campos, à cessação da atividade agrícola e ao caminho para a desertificação”, sublinhou o presidente, acrescentando que as consequências das alterações climáticas “agravam-se a cada ano que passa”.
Desta forma, afirmou que se torna “evidente a necessidade de mais reservatórios de água no Sul de Portugal”, tendo ainda a opção da “criação de transvases”, “trazendo água das regiões a norte, onde a pluviosidade é bastante superior, para o Sul”.
“Haverá certamente impactos ambientais, económicos e sociais a avaliar, mas é urgente a definição de uma política nacional e regional de recursos hídricos para Portugal”, reforçou Rui Garrido.
Falou ainda da “necessidade de mais água para a agricultura”, nesta que é uma atividade económica considerada “fundamental” para Rui Garrido, “até porque a água do Alqueva não é ilimitada”.
“De referir que a quota de água fixada para a agricultura em 590 hm3 deverá ser revista, a fim de fazer face aos novos blocos de rega em projeto, à cedência de água a albufeiras pré-existentes da nossa região e de outras regiões adjacentes, e à inclusão dos regadios precários, problema que urge resolver”, destacou ainda o presidente.
Luís Montenegro, Primeiro-Ministro português, respondeu ao presidente da ACOS, refletindo sobre o assunto e assumindo a necessidade de “mais capacidade de gestão” da água.















