A vila de Redondo acolhe, a partir deste sábado, 2 de maio, mais uma edição do “Palavras ao Vento”, iniciativa literária integrada na Feira do Livro, que decorre até 10 de maio com um programa que cruza literatura, música e outras expressões culturais.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, destacou aos jornalistas a continuidade e o crescimento do evento, sublinhando a presença de autores de referência, mas também o carácter abrangente da iniciativa. “Mais do que os nomes importantes, porque os temos, é um espaço de partilha das pessoas, da literatura, da palavra”, afirmou .
Literatura e comunidade no centro da iniciativa
Segundo o autarca, o “Palavras ao Vento” tem vindo a afirmar-se como um espaço de promoção cultural e de envolvimento da comunidade, com um programa diversificado ao longo de nove dias.
“É uma ambição que temos em promover cada vez mais a cultura do nosso território e ligá-la a todas as outras artes que temos, do vinho, da olaria, dos nossos poetas populares, mas também promover a literacia infantil, a promoção do bem-estar da nossa comunidade, a aproximação às pessoas no combate ao isolamento, uma forma também de podermos criar uma longevidade mais feliz e mais saudável”, referiu .
David Galego destacou ainda a diversidade da programação, que inclui nomes como Sérgio Godinho e Rui Zink, bem como espetáculos musicais e iniciativas que cruzam diferentes linguagens artísticas.
“Mais do que tudo isso, é esta fusão que nós conseguimos trazer a um espaço emblemático da nossa região, a cultura de Redondo, que está forte, que está viva, que está dinâmica e que é reconhecida pela Capital Europeia da Cultura como um dos seus momentos altos para a iniciativa de 2027 e hoje já tem a sua chancela”, acrescentou .
Cultura como fator de desenvolvimento
Presente na inauguração, Henrique Sim-Sim, vice-presidente da área da Cultura da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), enquadrou a iniciativa no contexto regional, apontando para uma estratégia de valorização da cultura e da leitura.
“Vemos um pouco por todo o Alentejo, mas também aqui no Alentejo Central, onde estamos, um conjunto de iniciativas em volta do livro, em volta dos nossos escritores, em volta da cultura. E nós temos que afirmar a cultura também como fator de desenvolvimento”, afirmou .
O responsável sublinhou a importância destes eventos na promoção da educação e da leitura, com especial enfoque nas gerações mais jovens.
“É importante que se pense também nos mais novos nestas iniciativas, para além daquilo que é o óbvio, a apresentação dos livros, os temas que fazem, mas também pensar nos mais novos. Nós temos que decididamente encarar a cultura também como uma parte muito importante do nosso elevador social e, portanto, estes eventos são fundamentais e é preciso olhar para isso dessa forma”, disse .
Programação integra várias artes
Henrique Sim-Sim referiu ainda que a diversidade artística do programa contribui para reforçar o impacto do evento.
“A cultura tem que ser olhada de uma forma holística, com as diferentes dimensões, o património cultural material e imaterial, o móvel, o imóvel. E, portanto, temos que olhar para isso tudo de uma forma integrada e promover estas iniciativas que têm essa dimensão imaterial, mas também olhar para as artes, para as artes plásticas, para as artes de escultura, criar de facto esse momento de mobilização de todos em torno da cultura”, afirmou .
O “Palavras ao Vento” decorre em vários espaços da vila de Redondo, com iniciativas que incluem apresentações de livros, encontros com autores, momentos de poesia e espetáculos, numa programação que se prolonga ao longo de nove dias. Veja aqui o programa completo.



























































































































