O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, esteve presente na abertura oficial da 40ª Ovibeja e, no seu discurso, sublinhou a necessidade de “dar mais peso político” ao Ministério da Agricultura, assim como valorizar “a relação do Ministério da Agricultura com o Ministério do Ambiente”.
“A valorização da agricultura, a prioridade da agricultura e das pescas, já começou a mudar com este Governo, com aquilo que é a nossa filosofia”, destacou o recém-eleito Primeiro-Ministro.
“Reintegramos as florestas no Ministério da Agricultura. Achámos que era a melhor maneira de valorizar o setor florestal e o setor agrícola. Era necessário dar mais peso político. É a forma mais fácil de valorizar também a relação do Ministério da Agricultura com o Ministério do Ambiente”, acrescentou ainda o PM.
Clarificou também que não tem a “pretensão de ser nem melhor, nem pior”, porém não cabe a este Governo ‘julgar’ nada: “Não somos nós que julgamos, porque o nosso foco são as pessoas”.
“Não tenho medo de falar assim. Estão aqui [presentes na sessão de abertura da Ovibeja] dois ministros e estão aqui para ajudar. Aliás, já estavam antes”, esclareceu, reiterando ainda que quer um país “que se preocupa com a sustentabilidade ambiental e com as alterações climáticas”, mas que também se preocupe “em produzir e em ter uma boa balança”.
Para fortalecer o seu argumento, o PM referiu o défice comercial, “do ponto de vista alimentar”, que, segundo o próprio, em 2014, era de “1,148 milhões de euros e que atingiu o ano passado os 3,647 milhões de euros”. “Triplicou em menos de dez anos e temos de inverter isso. Temos condições, recursos naturais, potencial natural na agricultura e nas pescas para ter mais autonomia e soberania alimentar. Isto é do nosso interesse estratégico, económico e social”, denotou.















