A concentração de pólen na atmosfera vai aumentar a partir de sexta-feira, com níveis elevados previstos para Évora e outras regiões do centro e sul do país, segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e citados pela Lusa.
Évora entre as regiões mais afetadas
De acordo com a previsão para a semana de 27 de março a 2 de abril, o Alentejo, onde se inclui Évora, deverá registar uma concentração elevada de pólen no ar, aumentando o risco para pessoas com alergias respiratórias.
Além de Évora, os níveis mais elevados vão verificar-se também em Coimbra, Castelo Branco, Lisboa e Faro.
Na região alentejana, a presença de pólen será dominada por espécies arbóreas como cipreste, plátano, pinheiro, sobreiro e azinheira. No ar vão também circular partículas provenientes de ervas como gramíneas, azeda, urtiga e outras urticáceas.
Subida dos níveis após período de chuva
A SPAIC, citada pela Lusa, explica que o aumento da concentração polínica está associado ao fim do período de precipitação, criando condições favoráveis à libertação e dispersão de pólen na atmosfera.
Este cenário deverá traduzir-se num agravamento dos sintomas em doentes alérgicos, sobretudo nas regiões do centro e sul do território continental.
Diferenças regionais no país
Enquanto o sul e o centro apresentam níveis elevados, o Porto, na região de Entre Douro e Minho, deverá registar uma concentração moderada de pólen, com predominância de espécies semelhantes às do restante território.
Já em Vila Real (Trás-os-Montes e Alto Douro), no Funchal (Madeira) e em Ponta Delgada (Açores), a previsão aponta para níveis baixos de pólen na atmosfera durante o mesmo período.
Impacto na saúde respiratória
O aumento da concentração de pólen no ar está habitualmente associado a sintomas como espirros, congestão nasal, comichão nos olhos e dificuldades respiratórias, afetando sobretudo pessoas com rinite alérgica ou asma.
As autoridades de saúde recomendam a adoção de medidas de prevenção, como evitar atividades ao ar livre nas horas de maior concentração polínica e manter janelas fechadas nos períodos críticos.















