O Representante Permanente da Região do Alentejo em Bruxelas, Marcos Nogueira, afirmou que “precisamos de mais representação em Bruxelas”.
Marcos Nogueira falava, esta segunda-feira, na abertura da residência criativa do projeto EUbyLakes está a decorrer, até sexta-feira, em Reguengos de Monsaraz. O EUbyLakes, é um projeto que visa promover discussões sobre a Europa do futuro, estabelecer uma universidade ao ar livre junto a lagos europeus e contribuir para a sensibilização dos cidadãos e para o aumento do conhecimento e compreensão dos participantes sobre a União Europeia.
Nas palavras proferidas na abertura da residência, Marcos Nogueira, deixou claro que “precisamos de mais representação em Bruxelas”, referindo que “por exemplo somos o único país sem uma representação do sistema cientifico, ao nível das redes no âmbito da cultura, não temos ninguém que esteja para além da representação permanente e há muitas redes e foros em que a presença das regiões é vital e isto é algo que nos prejudica e que explica um pouco um diferencial de crescimento que temos em relação a outros países que estão á menos tempo na União Europeia”.
Para o Representante Permanente da Região do Alentejo em Bruxelas, “apesar do esforço da representação permanente portuguesa em Bruxelas e também da sua homóloga representação permanente da comissão em Portugal, é necessário que façamos todos mais para sustentar aqueles que em Bruxelas asseguram a representação do país”.
Marcos Nogueira, nesta sessão falou obre a Europa em concreto e sobre os desafios que enfrenta, tendo dito que “é necessário reafirmar-se e ultrapassar o desafio existencial que enfrenta, que enfrenta na Ucrânia, que enfrenta em guerra quente e que enfrenta na sua governança interna”.
“Há que pensar a europa do ponto de vista dos desafios existenciais que encontramos agora no nosso caminho e do ponto de vista do que queremos ser no futuro”, frisou.
Já sobre o papel das regiões na construção do caminho da Europa, o responsável deixou claro que “é necessário que as regiões tenham uma afirmação muito mais importante na governança europeia”, salientando também que “enquanto as regiões não tiverem capacidade de tomar iniciativa legislativa, de propor programas e de afirmar iniciativas, continuaremos a ter um défice de eficácia na União e continuamos a ter um défice de democracia”.















