O aumento dos preços dos combustíveis está a agravar as dificuldades financeiras das associações de bombeiros, incluindo no distrito de Évora, onde o consumo mensal ronda os 100 mil litros de gasóleo.
A informação foi avançada ao Jornal ODigital.pt pelo presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, Paulo Alves, que alerta para o impacto direto deste custo nas contas das corporações.
Consumo mensal atinge os 100 mil litros no distrito
Segundo Paulo Alves, o volume de combustível utilizado pelas corporações do distrito é significativo, mesmo fora do período crítico de incêndios.
«Estamos a falar, em todo o distrito, de uma média de 100.000 litros mensais de gasto de combustível», afirmou, sublinhando que este valor «não inclui a época de incêndios» .
O responsável explicou que este consumo resulta da atividade diária dos bombeiros, incluindo transporte de doentes, emergência pré-hospitalar e outras ocorrências.
Aumento dos combustíveis agrava contas das associações
O presidente da federação considera que a subida dos preços veio agravar uma situação já exigente para as associações humanitárias.
«Este aumento veio agravar e muito as contas das associações», referiu, acrescentando que a ausência de atualização de mecanismos de compensação pode colocar em causa o funcionamento do socorro .
De acordo com Paulo Alves, «sem haver revisão do valor do preço por quilómetro ou algumas medidas que o Governo possa tomar para dar apoio ao socorro, este mesmo socorro pode estar em causa» .
Apoios considerados insuficientes
Apesar de já terem sido anunciadas medidas de apoio, como comparticipações por veículo, o responsável considera que estas não acompanham a evolução dos preços.
«Já foram aprovadas algumas medidas, nomeadamente o valor unitário de 360 euros por veículo pesado e 120 euros por veículo ligeiro, mas com o aumento sucessivo dos combustíveis é um apoio que se torna insuficiente», afirmou .
Pressão pode afetar sustentabilidade do socorro
A pressão financeira está a obrigar algumas associações a recorrer a verbas próprias para garantir a continuidade do serviço.
«Há associações que muito possivelmente já tiveram que retirar algumas verbas para sustentar neste momento o socorro», indicou Paulo Alves .
O dirigente revelou ainda que, em reuniões recentes, foram dadas indicações de que o Governo está a acompanhar a situação, mas sem medidas concretas anunciadas até ao momento.
«A única coisa que houve foi a promessa de que o Governo está atento e a trabalhar sobre novas medidas de apoio, mas não houve nada de concreto», concluiu .















