As rendas das casas em Portugal registaram uma descida de 1,2% em março face ao mesmo mês de 2025, mas o Alentejo seguiu em sentido contrário, com uma subida anual de 5,3%, segundo o índice de preços do idealista.
No final de março, arrendar casa no país tinha um custo mediano de 16,4 euros por metro quadrado, confirmando uma tendência de descida que se verifica há três meses consecutivos.
Alentejo com aumento acima da média nacional
O Alentejo foi uma das regiões onde os preços das rendas aumentaram no último ano, acompanhando a tendência de crescimento também registada no Centro e nas regiões autónomas.
De acordo com os dados divulgados, o preço mediano na região fixou-se nos 11,6 euros por metro quadrado, posicionando o Alentejo entre as regiões intermédias em termos de custo de arrendamento.
Apesar deste valor, continua abaixo da Área Metropolitana de Lisboa, que lidera com 19,6 euros/m2, e do Algarve, com 15,2 euros/m2.
Évora com ligeira subida nos preços
Ao nível das capitais de distrito, Évora registou uma subida de 0,6% nas rendas face ao ano anterior, situando-se entre as cidades com menor variação.
O preço mediano de arrendamento na cidade atingiu os 12,3 euros por metro quadrado, posicionando-a entre os valores intermédios no ranking nacional.
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com 22 euros/m2, enquanto cidades como Viseu, Bragança e Castelo Branco apresentam os valores mais baixos.
Beja e Portalegre com aumentos nos distritos
Nos distritos do Alentejo, os dados indicam subidas expressivas, com destaque para Beja, onde as rendas aumentaram 15,3% num ano.
Também Portalegre registou uma subida de 7,2%, enquanto o distrito de Évora apresentou um crescimento de 4,2%.
Em termos de preços, Évora surge com um valor mediano de 11,5 euros/m2, seguida de Beja com 10,6 euros/m2. Portalegre mantém-se entre os distritos mais acessíveis, com 7 euros/m2.
Tendência nacional em queda não se reflete no Alentejo
A nível nacional, a descida das rendas foi acompanhada por variações distintas entre regiões, com o Norte (-4,6%) e o Algarve (-1%) a registarem reduções.
Já o Alentejo destacou-se pela tendência de subida, contrariando o comportamento geral do mercado de arrendamento em Portugal.
O índice de preços do idealista baseia-se nos valores de oferta anunciados, considerando a mediana dos preços por metro quadrado e excluindo valores considerados atípicos ou fora de mercado.















