A Volta ao Alentejo mantém-se como a principal prova da região, mas precisa de evoluir para reforçar o seu alcance e impacto, defendeu Carlos Zorrinho, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), em declarações aos jornalistas.
“Não perdeu força, mas tem de se atualizar”
Questionado sobre a evolução da competição, o responsável rejeita qualquer perda de relevância, mas admite a necessidade de adaptação.
“Não perdeu força como prova rainha do Alentejo. Mas se não mudarmos e se não atualizarmos, tenderá a acontecer”, afirmou.
O objetivo, segundo o presidente da CIMAC, passa por ampliar a presença territorial e o alcance da prova.
“O objetivo é chegar ainda mais a mais concelhos, chegar mais longe e chegar mais longe também junto àqueles que seguem esta prova”, acrescentou.
Prova como instrumento de promoção do Alentejo
Carlos Zorrinho sublinhou o papel da Volta ao Alentejo na divulgação do território, destacando a importância da transmissão televisiva.
“Estas provas são transmitidas na televisão, o que mostra o nosso território mais a fundo”, referiu, considerando que o ciclismo é uma das modalidades que melhor expõe a paisagem e as características regionais.
Para o responsável, o desporto assume um papel central na estratégia de valorização do Alentejo.
“O desporto é a forma mais saudável de promover o território, promovendo a saúde e o bem-estar”, afirmou.
Cooperação intermunicipal no centro da organização
A organização da Volta ao Alentejo assenta numa lógica de cooperação entre municípios e entidades regionais, destacou o presidente da CIMAC.
“Há uma participação muito forte das comunidades intermunicipais”, referiu, sublinhando que a prova reforça a articulação entre territórios e instituições.
Segundo Carlos Zorrinho, o desporto “une as pessoas” e “une os territórios”, contribuindo também para a transmissão de valores às diferentes gerações.
Futuro com edições “mais ambiciosas”
O responsável admite que a organização já está a projetar o futuro da competição, com o objetivo de reforçar a sua dimensão.
“Vamos agora fazer alguma reflexão sobre como levar ainda mais longe em termos de divulgação e de impacto esta Alentejana”, afirmou.
Carlos Zorrinho aponta mesmo para um aumento da ambição nas próximas edições.
“A quadragésima quarta, quinta e sexta edições serão ainda mais ambiciosas que esta”, concluiu.
Ligação simbólica a Évora e à cultura
A edição deste ano ganha um significado adicional com a chegada a Évora, cidade que assinala os 40 anos da classificação do centro histórico como Património Mundial.
A prova antecede ainda o ano em que Évora será Capital Europeia da Cultura, reforçando a ligação entre desporto, território e dimensão cultural.
A prova foi esta terça-feira apresentada em Alandroal. Veja aqui a reportagem.















