O presidente da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) e presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, desafiou, esta segunda-feira, em Reguengos de Monsaraz, os municípios a terem “uma política de presença em Bruxelas”.
João Grilo falava, esta segunda-feira, na abertura da residência criativa do projeto EUbyLakes está a decorrer, até sexta-feira, em Reguengos de Monsaraz. O EUbyLakes, é um projeto que visa promover discussões sobre a Europa do futuro, estabelecer uma universidade ao ar livre junto a lagos europeus e contribuir para a sensibilização dos cidadãos e para o aumento do conhecimento e compreensão dos participantes sobre a União Europeia.
Nas palavras proferidas, o presidente da ADRAL começou por referi que o Alentejo é “uma região com os seus problemas e as suas dificuldades, mas também com enormes potencialidades e enormes desafios pela frente”, no entanto “é uma região com grandes assimetrias e grandes desafios, nós neste momento temos na região Alentejo um sitio chamado Sines, onde se perspetiva qualquer coisa como 20 mil Milhões de euros de investimento a curto prazo em todas as áreas e ao mesmo tempo sítios como o Seixo ou Cabeça de Carneiro onde se não houver um esforço coletivo nada acontece”.
João grilo deixou claro que “não há soluções miraculosas para se ultrapassarem as dificuldades do território, mas temos neste momento a obrigação de perceber que as trajetórias que seguimos nos últimos anos não mudaram nada de significativo, de facto investiu-se no território, melhorou-se alguns aspetos das nossas vidas diárias, mas ainda há muito por fazer”.
“Muitos dos desafios que o Alentejo tem neste momento passam pela sua ligação com a Europa e a forma como nos sentimos europeus e formos capazes de traduzir isso em afirmação e presença e não apenas em tentativa de utilização de fundos comunitários”, frisou.
Sobre a representação portuguesa em Bruxelas, o autarca de Alandroal disse que “Portugal está pouco representado e está distante das decisões muitas vezes e isso faz-se muitas vezes com a presença de todos aqueles que temos de tomar decisões, é por isso que, ao nível da ADRAL”, desafiando “os municípios a que estejam também presentes em Bruxelas, que tenham uma politica de presença em Bruxelas, pois, os municípios portugueses vivem muito fechados sobre si próprios e depois estão predispostos a tirar algum partido dos fundos comunitários que estão ao seu dispor, mas poucas vezes tem objetivos concretos que apresentem diretamente ao Governo Português e nunca, ou raramente, têm presença junto da União Europeia para atrair outros fundos, outros projetos e investimentos, este trabalho tem de ser feito e cada município tem de ter a sua agenda para a Europa”.















