A presidente da Associação Évora 2027, Maria do Céu Ramos, afirmou que a programação cultural apresentada para 2026 representa um “passo decisivo” no percurso até à Capital Europeia da Cultura, sublinhando o seu papel na preparação do arranque oficial em 2027.
Em declarações após a apresentação do programa, a responsável destacou a densidade e o calendário das iniciativas previstas, considerando tratar-se de «um passo decisivo» num caminho que conduz à inauguração da Évora_27, marcada para 6 de fevereiro de 2027.
Programa de 2026 como fase de preparação
Maria do Céu Ramos enquadrou a programação agora anunciada como uma etapa intermédia, concebida para preparar o território e o público para o ano central da iniciativa.
Segundo explicou, o programa de 2026 apresenta sobretudo as linguagens artísticas que irão marcar 2027, combinando a presença de artistas internacionais com a participação de criadores nacionais em ações de mediação e preparação. «Este programa é um passo intermédio para 2027», referiu.
A responsável acrescentou que esta opção pretende antecipar a diversidade cultural associada a uma Capital Europeia da Cultura, reunindo contributos de diferentes geografias europeias.
Aproximação à comunidade e participação do território
A presidente da associação salientou ainda que a programação foi pensada como uma forma de aproximar o projeto da população, após um período inicial mais centrado na preparação interna.
«Esta é uma forma de sair para a rua, de fazer espetáculos, conferências, muitas coisas em muitos locais diferentes, finalmente chamando as pessoas», afirmou.
Maria do Céu Ramos sublinhou que o envolvimento da comunidade tem sido um objetivo desde o início do mandato da atual direção, defendendo uma relação «colaborativa e participativa» com instituições e cidadãos.
Programação contemporânea como abertura de horizontes
Sobre a natureza das propostas apresentadas, a responsável considerou que a aposta em linguagens contemporâneas contribui para alargar a experiência cultural do público.
«Esta linguagem mais contemporânea vai ser um abrir de horizontes», referiu, acrescentando que o conceito de “Vagar” deve também ser entendido numa dimensão relacional com projetos artísticos europeus.
Ao mesmo tempo, destacou iniciativas com ligação ao território, como projetos participativos que envolvem comunidades locais, apontando-os como exemplos de enraizamento cultural.
Apelo à participação da população
Perante algumas reservas manifestadas por parte da população, Maria do Céu Ramos deixou um apelo direto à participação nas iniciativas já previstas para 2026.
«Que venham e que tragam um amigo também, porque Évora 27 já está aqui», afirmou, acrescentando que o projeto não é exclusivo das instituições, mas de toda a comunidade.
A responsável defendeu que a concretização da Capital Europeia da Cultura depende do envolvimento coletivo, convidando os cidadãos a «dar uma oportunidade e participar» no percurso até 2027.















