O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Portalegre, Marçalo Lopes, pediu hoje, um aumento dos valores pagos para o transporte de doentes e um aumento do valor pago às Equipas de Intervenção Permanente (EIP).
Marçalo Lopes falava durante a Sessão Solene do Dia Distrital do Bombeiro que se realizou este domingo e que contou com a presença da Secretária de estado da Administração Interna.
Num momento em que as Associações de Bombeiros estão a ultimar os orçamentos para o próximo ano, “a inflação que se regista neste momento preocupa-nos e em especial a remuneração dos bombeiros”, começou por dizer o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Portalegre.
Segundo Marçalo Lopes, “para conseguirmos remunerar as pessoas de forma condigna, existe a necessidade de termos receita, mas não a queremos apenas receita para despejar dinheiro, queremos receber o justo valor pelo trabalho que prestamos à comunidade”.
O responsável apontou duas alternativas onde “podem ser aumentadas as verbas transferidas para os Bombeiros”, nomeadamente “através do transporte de doentes não urgentes”, referindo que este tipo de transporte “em anos anteriores é gerador de receita líquida que permitia pagar alguma das outras despesas que tínhamos na área da proteção e socorro, mas agora em parte já não é assim”.
“Não conseguimos ir buscar receita nas ambulâncias, ou seja, nas ocorrências urgentes estamos a colocar dinheiro nessas ambulâncias, o dinheiro que está a ser dado por quilometro não paga o serviço”, acrescentou.
Já sobre o protocolo que recentemente foi renovado cm o INEM, Marçalo Lopes afirma que “não houve equidade naquilo que foi as melhorias das condições, porque se formos verificar, o Litoral tem ganhos de 100% e no Alto Alentejo em algumas tipologias perdemos dinheiro em relação à receita passada”.
Já sobre os salários dos bombeiros que integram as Equipas de Intervenção de Intervenção Permanente, o responsável pediu um aumento dos salários, pois “não existe uma distinção positiva e não é reconhecido aquilo que são as equipas de intervenção permanente”.















