Terminou a campanha de comercialização da cortiça de 2025 no Ribatejo e Península de Setúbal. No entanto, no Alentejo a campanha prossegue com cotações médias estáveis. Segundo o relatório semanal do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), a cortiça apresenta qualidade entre média e boa.
Cotações médias sem alterações
De acordo com os dados, a cortiça amadia em pilha manteve o valor médio nacional em 26,4 euros por 15 quilos. Este valor está alinhado com o triénio 2022-2024, mostrando estabilidade do mercado. Além disso, a procura foi considerada baixa a média, mas suficiente para absorver a oferta disponível.
Comércio internacional em queda
Entre janeiro e junho de 2025, Portugal registou um superávite de cerca de 507 milhões de euros no comércio internacional de cortiça. Ainda assim, este valor representa uma descida de 1% face ao mesmo período de 2024. Em termos de quantidades, verificou-se uma redução de 5% nas transações.
Exportações e importações
As exportações totais atingiram 592 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, menos 1% do que em 2024. Já as importações desceram 5%, para 86 milhões de euros. Destaque para a cortiça natural, cuja exportação aumentou 141%, contrastando com a descida de 11% nas obras de cortiça natural.
O Alentejo continua a ser a principal região produtora do país. A estabilidade das cotações na região demonstra a importância do setor para a economia local e para as exportações nacionais. Assim, os produtores alentejanos mantêm-se no centro de uma fileira que continua a gerar saldo positivo para a balança comercial portuguesa.















