O projeto para a construção de mais de 150 fogos habitacionais na antiga linha férrea de Estremoz está “na reta final”, podendo avançar nas próximas semanas, após decisão do Governo.
A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, na abertura da FIAPE, que indicou ter recebido indicações do Ministro das Infraestruturas de que o processo se encontra em fase de conclusão.
“O processo está na reta final. Acredito que em semanas possa estar despachado e o Primeiro-Ministro possa desafetar o terreno”, afirmou o autarca.
Decisão governamental é o último passo
De acordo com o edil, o avanço do projeto depende agora da desafetação dos terrenos, uma decisão que terá de ser tomada ao nível do Governo.
Em causa estão terrenos localizados junto à Avenida Rainha Santa Isabel, correspondentes ao antigo canal ferroviário e ao designado Loteamento Central.
Projeto evoluiu desde acordo anunciado em 2023
O projeto agora em fase final resulta de um processo iniciado em 2007, com uma alteração em 2013 e uma nova adenda em 2025, na sequência de exigências da ESTAMO.
Em 2023, o presidente tinha anunciado um acordo com a Infraestruturas de Portugal que previa a construção de cerca de 100 fogos habitacionais naquela zona da cidade.
Com a evolução do processo e a redefinição do projeto, o número de habitações previstas foi revisto em alta, ultrapassando agora os 150 fogos.
Mais de 150 habitações entre moradias e apartamentos
O plano prevê a construção de moradias e apartamentos, numa intervenção que combina promoção pública e privada.
Parte das habitações poderá ser desenvolvida pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), no âmbito de soluções de arrendamento acessível.
“São necessárias para a classe média e para os jovens que se queiram fixar no concelho”, referiu José Daniel Sádio, acrescentando que também estão previstos apartamentos de iniciativa particular.
Investimento estimado em 2,1 milhões de euros
Após a última revisão, o investimento associado à operação está estimado em 2,1 milhões de euros.
O projeto inclui a aquisição dos terrenos e a criação de condições para a sua utilização para fins habitacionais, sendo apontado pela autarquia como resposta à procura crescente no concelho.
Com a conclusão dos trâmites administrativos, o município aguarda agora a decisão final do Governo para avançar com a concretização do projeto no terreno.















