A Biblioteca do Colégio Mateus D’Aranda, na Escola de Artes da Universidade de Évora, recebe no dia 7 de maio, às 15h00, o lançamento discográfico das sonatas para tecla de Pedro António Avondano, interpretadas por Mafalda Nejmeddine. A entrada é livre.
A iniciativa integra o projeto “Música de Tecla Portuguesa em 3D – Análise, Partitura e Registo Sonoro” e propõe a apresentação de um repertório associado à música portuguesa do século XVIII, até agora maioritariamente preservado em manuscritos e arquivos.
Projeto promove registo e divulgação do património musical
O lançamento corresponde a uma das vertentes do projeto, centrada na produção de registos sonoros de obras para instrumentos de tecla. O objetivo passa por tornar acessível este repertório a públicos mais alargados, através da sua gravação e disponibilização em formato áudio.
De acordo com a informação disponibilizada, o projeto reúne investigação, edição crítica de partituras e produção discográfica, permitindo uma abordagem integrada da música portuguesa para tecla nas dimensões analítica, interpretativa e musicológica .
A iniciativa inclui ainda a disponibilização de conteúdos em acesso aberto, com o objetivo de promover a divulgação nacional e internacional deste património musical.
Repertório do século XVIII em destaque
As sonatas de Pedro António Avondano inserem-se no contexto da vida musical portuguesa da segunda metade do século XVIII, período marcado pela difusão da prática musical em espaços privados e pela circulação de manuscritos.
Segundo o enquadramento histórico apresentado, os instrumentos de tecla, como o cravo e o pianoforte, assumiram um papel central nesse período, acompanhando o desenvolvimento de concertos em salões e ambientes domésticos .
O projeto “Música de Tecla Portuguesa em 3D” abrange a totalidade das sonatas para tecla de três compositores portugueses: Pedro António Avondano, Alberto José Gomes da Silva e Francisco Xavier Baptista, num total de 31 obras.
Interpretação ao cravo com base histórica
A interpretação das sonatas estará a cargo de Mafalda Nejmeddine, cravista e investigadora da Universidade de Évora. A execução procura seguir princípios de performance historicamente informada, com base em investigação musicológica.
Segundo a intérprete, «dar a ouvir estas sonatas é essencial para que deixem de ser apenas objetos de estudo e passem a fazer parte da vida musical contemporânea. Só através da sua interpretação e divulgação é possível restituir-lhes o lugar que merecem na história da música».
Mafalda Nejmeddine é doutorada em Música e Musicologia pela Universidade de Évora e desenvolve trabalho na área da investigação e interpretação de repertório para instrumentos de tecla, tendo participado em projetos apoiados pela Direção-Geral das Artes















