A estratégia “Montados Net-Zero”, liderada pela MED-Universidade de Évora, propõe «inovar, gerar modelos de negócios mais atrativos para os empreendedores rurais, jovens e mulheres».
Segundo nota de imprensa da associação Montado, o projeto pretende «travar o declínio do Montado, um sistema agroflorestal único e internacionalmente reconhecido e revitalizar a paisagem e as zonas rurais no Sul de Portugal» de forma a «criar resiliência e adaptação do Alentejo às alterações climáticas».
Desta forma, foram criadas parcerias entre a universidade e as entidades ligadas ao Montado para o estudo dos ecossistemas e sistemas alimentares no contexto mediterrânico.
Assim, a «missão» deu também origem ao “Laboratório Vivo do Montado”, sendo outro projeto vocacionado para a «gestão sustentável do Montado e para a regeneração deste sistema agro-silvo-pastoril».
«Esta iniciativa pretende ser uma plataforma de agregação de todos estes agentes numa lógica de colaboração territorial e, complementarmente, um espaço de partilha de conhecimento, de validação e de demonstração de boas práticas agrosilvopecuárias», pode ler-se na missiva.
Através de projetos como o Montados Net-Zero, o Montado Living Lab irá gerar conhecimento como complemento a diversas atividades de investigação em curso, sustentado na proposta de novos modelos de desenvolvimento e de soluções para políticas públicas mais ajustadas à regeneração do solo no contexto da região do Alentejo.
Este consórcio procura também aliar a tecnologia à inovação com o objetivo de preservação dos valores naturais do Montado, abrir novos caminhos sustentados numa estratégia a longo-prazo para a disseminação de uma agricultura de futuro: multifuncional e neutra em carbono.















