À semelhança do que já aconteceu em Évora e em Alandroal, foi apresentado esta quarta-feira o projeto “Além Risco” em Estremoz.
O ato de apresentação ocorreu no Jardim Municipal de Estremoz e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, o vereador com o pelouro do ambiente, José Trindade, o coordenador pedagógico do projeto, Fernando Moital e a arquiteta Andreia Duarte.
Fernando Moital começou por explicar que o projeto “Além Risco” é um “projeto que tem a duração de dois anos, tem um âmbito geográfico dos 14 concelhos do distrito de Évora e tem como objetivo promover as ilhas de sombra, ou seja, a nossa proposta para combater as alterações climáticas é fazer ilhas de sombra com árvores”, sendo que, há o “propósito plantar e fazer plantar 50 mil árvores ao longo destes 2 anos”.
O responsável salientou que “precisamos muito que as pessoas olhem para as árvores de forma diferente, ou seja, é preciso ganharmos mão e coração verde, é preciso gostarmos delas e percebermos a sua importância”, acrescentando que “podemos todos ter este desígnio de adotar as nossas árvores e não nos lembrarmos delas apenas quando temos o carro com calor e queremos colocá-lo debaixo da sombra, portanto, cuidar das árvores e lembrarmos delas tem de ser todo o ano.”
Já a arquiteta Andreia Duarte referi que “este projeto prevê a plantação de 3 mil árvores nos espaços públicos do concelho de Estremoz e temos mil para entregar à população”.
Andreia Duarte revelou que no concelho de Estremoz “estão já sinalizados 9 espaços onde vamos intervir e plantar árvores, são nomeadamente o Parque Industrial dos Arcos, a envolvente ao parque de feiras, o espaço antigo do viveiro municipal, a Escola do Caldeiro, a estrada adjacente à Escola do Caldeiro, o canil municipal, a ETAR, ao Jardim da Mata e o ainda um espaço em Evoramonte.”
Para o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, “as árvores são de extrema importância para combatermos as alterações climáticas”, acrescentando que “todos nós temos consciência dessa importância nas mais variadas vertentes, mas fundamentalmente nas grandes urbes onde está concentrada a maior parte da população e onde realmente as árvores são cada vez mais escassas”.
O Autarca referiu ainda que “temos que nos habituar à importância das árvores, designadamente neste momento em que o aquecimento global se tornou uma realidade e se não conseguirmos arranjar antídotos para isso, é o próprio ser humano que está em risco, mas que tudo isto não passem de chavões, temos de levar isto muito a sério”.
Francisco Ramos deixou a garantia de que “da parte da Câmara estamos completamente recetivos a este projeto, não apenas por aquilo que ele vale, mas fundamentalmente pela sensibilização que todos temos de ter para este tipo de projeto” e disse que “é impossível não haver espaço no concelho de Estremoz onde não seja possível plantar uma árvore”.
Fique de seguida com as imagens desta apresentação, numa reportagem de Hugo Calado:















