O auditório do Centro Cultural de Redondo, no distrito de Évora, acolheu, este sábado, a apresentação do livro “Homens Livro”, editado pela Letras Lavadas e onde a Biblioteca Itinerante de Redondo tem especial destaque.
O livro é da autoria de Bento Ramires, Carlos Marta e Rui Guedes, com coordenação de Patrícia Carreiro, e consiste na compilação de documentos fotográficos e textuais pertencentes aos acervos pessoais de Bento Ramires (Biblioteca Itinerante de Redondo) e Carlos Marta (Bibliomóvel da Fundação ADFP), únicos bibliotecários itinerantes atualmente em funções que transitaram das extintas Bibliotecas Itinerantes Gulbenkian.
Esses documentos ilustram a introdução à obra, da autoria da Presidente cessante do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, um conto do escritor Rui Guedes, um conjunto de entrevistas realizadas pela escritora Patrícia Carreiro a três antigos encarregados de biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian, sendo um do Continente, António Ferreira, um dos Açores, Rosélio Reis, e um da Madeira, Raimundo Figueira. O livro contém ainda excertos de um documento da autoria de Armando Carmelo, antigo encarregado de biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian.
Em declarações a’ODigital.pt, Bento Ramires, um dos autores, disse-nos que a obra agora lançada “é um projeto meu e de dois colegas de trabalho, sendo que dei o meu contributo com algum espólio pessoal e também o espólio do Armando Carmelo que foi um encarregado com um papel muito importante nas Bibliotecas itinerantes a nível nacional e trabalhou em Redondo.”
“Este livro traz a memória daquilo que foi a importância das Bibliotecas itinerantes entre 1958 e 2002 e acabou por mostrar também a importância da leitura numa época em que a leitura era um bem muito escasso”, frisou.
Bento Ramires, deixou claro que “estes projetos devem trazer de novo para a discussão do século XXI aquele que é um grande projeto da Fundação Gulbenkian”.
O autor concluiu salientando que “os apoios das autarquias são fundamentais nestas obras porque quando a Autarquia apoia as outras instituições a nível nacional apoiam também.”
Já o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, disse-nos que “esta é uma obra histórica, que relembra as bibliotecas itinerantes que fazem parte da nossa memória, mas também é um arquivo histórico de tudo aquilo que o concelho de Redondo e não só viveu com esta biblioteca”.
O autarca recordou ainda o “professor Armando Carmelo, figura incontornável das bibliotecas itinerantes e que foi durante 36 anos encarregado da biblioteca itinerante, tendo sido uma pessoa que passou por muitas gerações e foi uma pessoa que partilhou conhecimento, ensinou a aprender e ensinou a ver o mundo”.
Fique de seguida com as imagens desta apresentação, numa reportagem de Hugo Calado:




































