O concelho de Redondo é mais um dos concelhos do distrito de Évora que integra o projeto “Adapta.Local.CIMAC – Planeamento da Adaptação Climática Municipal no Alentejo Central”, que visa desenvolver Planos Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas.
Esta quinta-feira, realizou-se no auditório do Centro Cultural de Redondo, uma sessão do Conselho Local de Adaptação, que foi criado no âmbito deste projeto e que destina-se a validar a estratégia local de adaptação e à discussão de medidas e de ações de adaptação do “Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Redondo”.
Nesta sessão foram apresentadas as linhas gerais do “Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Redondo” e que mostram que o concelho de Redondo é um dos concelhos que risco de vir a sofrer consequências com as alterações climáticas.
Em declarações a’ODigital.pt, o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, começou por alertar que “já estamos a sofrer hoje em dia com as alterações climáticas, como é disse exemplo as ondas de calor, que são bastante impactantes até na nossa economia local, que depende muito naturalmente da vinha e onde de facto há situações de seca extrema e que têm provocado prejuízos muito graves, mas isso é apenas a ponta do iceberg”.
O autarca redondense dá ainda o exemplo de “Santa Susana, onde muitas vezes acontecem cheias, porque cada vez mais estamos expostos a esse tipo de situações extremas de pluviosidade com grande intensidade e nesse sentido, até já houve conversações com a Agência Portuguesa do Ambiente para podermos fazer um trabalho para melhoria daquele da ribeira”.
Mas a Serra D’Ossa é também outras das preocupações para a autarquia, pois, segundo o autarca “é um local de risco e por isso há a necessidade de reduzir a área de eucalipto apesar de sabermos que economicamente é importante, mas não é menos importante a mitigação dos efeitos das alterações climáticas”.
“Posso revelar que, neste âmbito do combate às alterações climáticas, já estamos a trabalhar num projeto que foi aprovado ao abrigo do PRR, o ‘Programa Rearborizar Redondo’, que visa a criação de ilhas de sombra com árvores de médio/grande porte já em 2023”, disse o edil redondense.
Questionado se os locais de plantação já estavam definidos, David Galego adiantou que “já definimos esses locais, serão oito e de momento posso dizer alguns, como o bairro do Faia, a Mata Municipal, entre outros locais”, acrescentando que “este projeto é totalmente financiado pelo PRR e trata-se de um investimento que ronda os 75 mil euros”.
Fique de seguida com algumas imagens desta sessão, numa reportagem de Hugo Calado:





































