Marta Prates, presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, revelou, em declarações a’ODigital, que pediu uma “audiência” ao Ministro da Agricultura porque a parte de Reguengos do bloco de rega “ficou completamente de fora”, pela “má notícia” de que “teríamos só bloco de rega construído até à vigia”.
Uma obra que a própria autarca já temia um adiamento, mas que ainda não arrancou. Assim, na sequência de uma palestra na Ovibeja, Marta Prates falou com o Ministro: “Disse-lhe que tínhamos de conversar”.
“Disse-lhe que já tinha feito um pedido de reunião com o gabinete, que temos muita, muita urgência em arrancar com esta obra”, atirou a edil nas declarações, acrescentando que tem “esperança” de que a “vontade política aconteça”.
Ao que o ministro responde que “o Bloco de rega de Reguengos estava nos seus apontamentos e tinha muita vontade de fazer”, segundo Marta Prates.
“Temos um problema muito grande e não podemos escamoteá-lo e nem podemos sequer negá-lo, que é a falta de dinheiro. Nós tínhamos dinheiro da União Europeia para esta obra e neste momento, aquilo que estava consignado para esta obra esgotou-se”, referiu ainda a autarca.
“O Bloco de Rega de Reguengos de Monsaraz tem andado para trás e para a frente há anos e não tem passado de uma falácia de papel. Esperamos que agora avance”, sublinhou Marta Prates, dizendo que “o meu concelho vive da agricultura”.
De recordar que este é um investimento que “garantirá o funcionamento do sistema de distribuição de água, em quantidade e qualidade adequadas às várias atividades económicas que dela dependem”, segundo o Governo anterior e que previa um investimento de 88 milhões de euros.
Contudo é uma quantia que deu a entender à presidente do município que Reguengos ficaria de fora: “Percebemos perfeitamente”.















