A gestão da antiga Pousada de S. Miguel, situada na Serra de S. Miguel, em Sousel, volta a estar a concurso, depois do Turismo de Portugal ter rescindido o contrato que tinha com a empresa que até há poucos meses tinha o espaço sob sua alçada.
De acordo com declarações a’ODigital.pt do presidente da Câmara Municipal de Sousel, Manuel Valério, o concurso foi agora lançado “porque o Turismo de Portugal rescindiu o contrato com a empresa que estava a recuperar e ia explorar a antiga pousada, por incumprimento e então agora a o espaço passou novamente para nossa tutela”.
A Câmara Municipal lançou agora novamente o concurso para reabilitação, adaptação e exploração da Antiga Pousada de S. Miguel, situada na Serra de S. Miguel, em Sousel, destinada à Atividade de Hotelaria.
Ao que conseguimos apurar, trata-se da “celebração de um contrato de subarrendamento, por forma a ser construída, a expensas do subarrendatário, uma unidade hoteleira, com Classificação mínima de Três Estrelas, incluindo a conceção e execução de um projeto da reabilitação, que deverá obedecer ao fixado no Caderno de Encargos e ser previamente aprovado pela Câmara Municipal de Sousel”.
O contrato a assinar prevê um prazo do direito de exploração será de 20 anos, sendo que a remuneração a pagar pela exploração do imóvel, só é devida a partir do segundo ano de atividade, sendo que nos dois anos seguintes não poderá ser inferior a 500,00EUR/mês e nos anos subsequentes não poderá ser inferior a 1.510,00EUR/mês.
Ainda de acordo com Manuel Valério, o vencedor do concurso terá de “reabilitar, adaptar e afetar à atividade de hotelaria, pressupondo a conceção e execução do projeto, bem como, a execução das necessárias intervenções e a atribuição do direito de exploração dos mesmos. O projeto de reabilitação e adaptação do imóvel deve contemplar as intervenções que o candidato entenda necessárias realizar tendo em conta a finalidade da cedência e as caraterísticas do bem a ceder, bem como, o seu estado de conservação atual.”
Questionado se iria haver alguma investigação ao incumprimento da empresa que até há uns meses detinha o direito de exploração, o autarca referiu que “essa é uma situação que está nas mãos do Turismo de Portugal”.















