A Universidade de Évora integra o conjunto de entidades envolvidas nos estudos científicos que vão apoiar a criação da Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC) Cascais–Mafra–Sintra, cujo protocolo foi assinado a 4 de março, na Ericeira, no concelho de Mafra.
A sessão contou com representantes do Governo, das autarquias de Cascais, Mafra e Sintra, da Fundação Oceano Azul e de várias instituições científicas. O projeto é financiado pelo Fundo Ambiental.
Participação da Universidade de Évora nos estudos científicos
A Universidade de Évora participa através de investigadores do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, nomeadamente David Jacinto, no âmbito do Laboratório de Ciências do Mar da Universidade de Évora (CIEMAR).
Segundo o investigador, «este trabalho em consórcio entre a Universidade de Évora, com outras instituições nacionais e contando com a participação de investigadores do MARE e de outros centros de investigação, dá continuidade a trabalhos anteriores e reflete a longa colaboração entre estas equipas».
A equipa irá contribuir para a caracterização dos recursos marinhos da zona costeira, incluindo espécies com relevância ecológica.
Mapeamento de espécies e habitats costeiros
Os trabalhos incluem o estudo de valores naturais e de espécies-chave para os ecossistemas costeiros. Entre as áreas de intervenção da Universidade de Évora está o mapeamento de recursos marinhos em ambientes intertidais.
«No que respeita aos estudos relativos a ambientes intertidais, a Universidade de Évora estará mais ligada ao mapeamento de recursos marinhos, nomeadamente o percebe, o mexilhão e as lapas, mas também outras espécies formadoras de recifes», explicou David Jacinto.
O projeto envolve equipas multidisciplinares do MARE, da Universidade de Évora, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da NOVA FCT, da associação MARDIVE e do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR).
Investigação iniciada em 2022 e envolvimento das comunidades
Os estudos dão continuidade à investigação iniciada em 2022, durante a expedição «Oceano Azul Cascais | Mafra | Sintra», que recolheu dados sobre habitats e espécies.
Para além da componente ecológica, o projeto inclui estudos socioeconómicos e processos participativos com as comunidades locais, com o objetivo de integrar o conhecimento científico nas práticas e necessidades das populações costeiras.
Contributo para metas internacionais de proteção do oceano
A criação da Área Marinha Protegida enquadra-se no objetivo internacional 30×30, que prevê a proteção de pelo menos 30% do oceano até 2030.
Neste contexto, os dados recolhidos pelas equipas científicas, incluindo a Universidade de Évora, deverão apoiar decisões de gestão e conservação na região costeira de Cascais, Mafra e Sintra.















