A Universidade de Évora lançou um concurso público internacional para a aquisição de equipamento científico destinado ao reforço da capacidade analítica do Laboratório HERCULES, num investimento base de 289.027 euros, acrescido de IVA.
De acordo com documentos consultados pelo jornal ODigital.pt, o procedimento encontra-se dividido em dois lotes e integra a aquisição e modernização de sistemas de análise isotópica e molecular destinados à infraestrutura científica da universidade.
O anúncio do procedimento foi publicado em Diário da República a 11 de maio de 2026 e prevê um prazo de execução contratual de 45 dias.
Dois lotes para modernização tecnológica
Segundo os documentos consultados pelo jornal ODigital.pt, o primeiro lote, com um valor base de 144.027 euros, destina-se ao upgrade de um sistema de espectrometria de razão isotópica existente no Laboratório HERCULES. A intervenção inclui o fornecimento de um cromatógrafo gasoso, interface de acoplamento, amostrador automático e software associado.
Já o segundo lote, com um valor base de 145 mil euros, prevê a aquisição de um sistema de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa em tandem (GC-MS/MS), incluindo a desmontagem e reinstalação de equipamento de pirólise já existente no laboratório e o fornecimento de software especializado.
Os equipamentos destinam-se ao reforço das capacidades de investigação e análise laboratorial da Universidade de Évora, nomeadamente nas áreas do património, materiais geológicos e industriais.
Projeto financiado pelo PRR
O procedimento será financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Nos documentos consultados pelo jornal ODigital.pt, a universidade justifica a redução do prazo de apresentação de propostas para 15 dias com a necessidade de assegurar o cumprimento dos calendários associados ao financiamento europeu.
A Universidade de Évora refere ainda que os equipamentos «constituem upgrades de sistemas já existentes» e são considerados essenciais para garantir «a continuidade das atividades de investigação e a plena operacionalização da infraestrutura».
















