A Universidade de Évora deverá ser parceira do novo santuário de elefantes que está a ser criado nos concelhos de Alandroal e Vila Viçosa, através de um protocolo que promete unir ciência, conservação e desenvolvimento regional.
A reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vilar, afirmou que este “é um projeto de grande envergadura, que vai ter muitas consequências positivas para a região” e que poderá “contribuir para aumentar a oferta de emprego”, sublinhando que “a universidade quer ser um dos parceiros de referência neste processo”.
Segundo a responsável, a cooperação entre a instituição e a Pangea — promotora do santuário — já está em fase inicial. “Já existe uma parceria na área da ecologia e da biodiversidade, mas também de apoio ao bem-estar animal. São áreas que coincidem com investigação e formação que a universidade desenvolve”, explicou.
Hermínia Vilar destacou que o objetivo é “consolidar essa colaboração e alargar a outras áreas no futuro”. A reitora acredita que a ligação académica poderá transformar o projeto num polo de investigação e inovação. “O que é importante para a região também é importante para a universidade”, afirmou, frisando que a instituição “é um motor de desenvolvimento e inovação no Alentejo”.
A parceria deverá incluir projetos de investigação aplicada, estágios e estudos sobre ecologia, biodiversidade e comportamento animal, integrando docentes e estudantes da Universidade de Évora. “Queremos acompanhar e impulsionar todos os projetos que contribuam para o desenvolvimento do território”, referiu Hermínia Vilar, lembrando que o envolvimento científico será essencial para garantir o sucesso e a sustentabilidade do santuário.
Embora ainda não haja um calendário definido, a reitora mostrou-se confiante na evolução da cooperação: “Vamos ver o que é possível fazer, em conjunto, nos próximos tempos”, concluiu.















