O relvado sintético do Campo João Figueiredo, em Vila Viçosa, recentemente requalificado pela autarquia com um investimento de 200 mil euros, foi alvo de um ato de vandalismo que deixou parte da infraestrutura inutilizável para práticas desportivas. A informação foi confirmada pelo presidente da autarquia, Inácio Esperança, que destacou a gravidade do incidente.
Segundo Inácio Esperança, o ato ocorreu durante o dia, com o campo fechado, e foi descoberto quando os jogadores chegaram para treinar. «Alguém entrou deliberadamente no recinto e ateou fogo em duas áreas do relvado, num autêntico ato de vandalismo ou terrorismo, comprometendo a utilização do campo», afirmou. Este vandalismo inviabiliza a realização de jogos, embora ainda seja possível realizar treinos em zonas não afetadas.
A autarquia apresentou queixa contra desconhecidos junto da GNR e contactou a empresa responsável pela instalação do relvado para avaliar os danos e os custos de reparação. «Esperamos ter uma resposta até aos próximos dias. Só então saberemos o montante necessário para repor o relvado e poderemos informar os munícipes», explicou o autarca.
Este incidente representa não apenas um prejuízo financeiro, mas também uma interrupção significativa nas atividades desportivas locais. O campo é uma infraestrutura essencial para o clube local, e a sua interdição para jogos afeta diretamente atletas, equipas e cidadãos que utilizam o espaço. «O campeonato não pode parar. Estamos empenhados em resolver a situação com a maior brevidade possível para minimizar os transtornos», garantiu o presidente.
Inácio Esperança lançou um apelo à comunidade para proteger o património municipal, sublinhando que a sua degradação prejudica todos os cidadãos. «O que é da Câmara não pertence ao presidente nem a qualquer partido político, mas sim a todos. Quando vandalizamos o património público, estamos a prejudicar-nos a nós próprios, porque somos nós quem paga a conta», afirmou.
O presidente destacou ainda a importância da vigilância coletiva e da denúncia de comportamentos inadequados. «Se alguém presenciar a destruição de equipamentos municipais, deve reportar imediatamente às autoridades para que possamos atuar», reforçou.
O caso do relvado não é isolado. Segundo Inácio Esperança, outros atos de vandalismo têm sido registados no município, como caixotes do lixo incendiados, calçadas arrancadas e danos em paragens de autocarros. «Estes comportamentos revelam uma grave falta de civismo e comprometem o bem-estar da nossa comunidade», lamentou.
Questionado sobre possíveis motivações políticas para o ato, o autarca não descartou qualquer hipotese, referindo que «se este ato de vandalismo tiver motivações políticas, será ainda mais triste. Espero que não seja esse o caso, porque isso representaria um retrocesso no nosso esforço conjunto para melhorar Vila Viçosa», comentou.
A Câmara Municipal planeia informar detalhadamente sobre os danos, os custos de reparação e os impactos financeiros deste ato de vandalismo. «Queremos que todos os munícipes saibam exatamente quanto custará este incidente, pois é importante que todos tenhamos consciência das consequências de ações como esta», afirmou Inácio Esperança.
Enquanto aguarda pela reparação do relvado, o município reforça a necessidade de união entre os cidadãos para preservar o património e garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer.















