O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, defendeu, esta sexta-feira na Vidigueira, a necessidade de reforçar a promoção do vinho português, apontando o setor como um dos ativos estratégicos da economia nacional.
Nas declarações prestadas durante o Vidigueira Vinho, o responsável sublinhou a relevância do vinho no contexto das políticas públicas e dos fundos comunitários. «O vinho é, possivelmente, dos produtos que mais influência tem naquilo que é a programação de fundos comunitários», afirmou ao ODigital.pt.
Promoção externa considerada prioridade
Ricardo Pinheiro destacou que o setor deve apostar numa estratégia de promoção internacional mais consistente. «Portugal deve ter como objetivo uma promoção externa absolutamente inigualável», afirmou, referindo a concorrência de países como Espanha, França ou Alemanha.
O presidente da CCDR considerou que o vinho deve continuar a ganhar valor nos mercados externos, defendendo uma maior aposta na valorização do produto.
Fundos comunitários e política agrícola no centro da estratégia
Nas palavras proferidas, o responsável referiu a importância dos instrumentos financeiros europeus, nomeadamente no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC). Indicou que os recursos disponíveis para a promoção do vinho devem ser analisados e reforçados, no quadro das políticas públicas.
Ricardo Pinheiro apontou ainda a necessidade de repensar a forma como o setor vitivinícola se posiciona face a novos desafios, incluindo alterações nas regras de plantação e a evolução dos mercados internacionais.
Competitividade e novos mercados exigem adaptação
O presidente da CCDR alertou para o aumento da competitividade global, referindo negociações internacionais como o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo afirmou, este contexto exige uma adaptação estratégica do setor.
«Temos de nos reinventar e introduzir valor», afirmou ao ODigital.pt, defendendo uma abordagem que permita reforçar a competitividade do vinho português nos mercados externos.
Região quer maior participação nas decisões europeias
Ricardo Pinheiro sublinhou também a importância do envolvimento das entidades regionais na definição das políticas europeias. Defendeu que autarquias, comunidades intermunicipais e associações devem ter um papel ativo na programação da próxima Política Agrícola Comum.
Segundo o responsável, é necessário fundamentar as decisões com base em critérios técnicos e estratégicos, garantindo que as necessidades do território são refletidas nas políticas comunitárias.
O presidente da CCDR do Alentejo concluiu destacando o contributo do setor vitivinícola para a economia regional, sublinhando a importância de continuar a promover o vinho enquanto produto estratégico para o desenvolvimento do Alentejo.















